A maldição de ser pequeno

Dizem que o futebol profissional, este dos grandes campeonatos, das grandes competições, das copas e torneiros mundiais, é democrático, que todos podem ter acesso e permite que o pequeno jogue de igual para igual com o grande.

Mentira!

Isto é uma falácia homérica e um embuste requintado.

O futebol profissional serve para que os interesses de grandes corporações, mídia tradicional e patrocinadores gigantes consigam aumentar ainda mais seus rendimentos e faturamento, usando os tais pequenos como escada para alavancar seus interesses.

Isto eu vi representado ao vivo e a cores, quando, ao chegar ao Estádio da Ressacada e acessar um dos belos camarotes para assistir ao jogo, me deparo com um deles fechado nas laterais, de maneira a que seus ocupantes não pudessem ser molestados pelos demais torcedores. E quem usava aquele camarote? A diretoria do Flamengo.

É sabido que a arbitragem de futebol, de um modo geral, é fraca de personalidade. Os árbitros são mandados obedecer às condições impostas por terceiros, invariavelmente comandados também por interesses. São incapazes, preguiçosos e incompetentes a tentar impor regras numa competição onde a regra da igualdade inexiste. Aliás, um árbitro de futebol, ao receber a escala de que apitará o jogo entre Avaí e Flamengo, ao invés de um jogo entre Corinthians e São Paulo, é acometido da má vontade.

É condicionado, mesmo que inconscientemente, a eliminar de vez um Avaí da vida, para que no futuro ele só apite jogos dos chamados grandes. Dá mais espaço para sua carreira, ganha mais trocados e pode aumentar seu currículo.

A partida entre Avaí e Flamengo, jogada neste domingo na Ressacada, mostrou bem o que é isto, com todos os ingredientes estupidamente expostos: uma disputa de interesses, uma escada do grande sobre o pequeno, uma demonstração de força dos grandes patrocinadores. A lambança proporcionada pelo árbitro foi evidente e escrachada, para quem pudesse e quisesse entender.

É por isto que meu discurso contra a mediocrização é constante. Quem quer se fazer pequeno, que quer apenas participar, quem quer se abaixar para mostrar o rabo, jamais poderá reclamar quando lhe violentarem.

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