A insustentável necessidade de ser medíocre

“É por isto que meu discurso contra a mediocrização é constante. Quem quer se fazer pequeno, que quer apenas participar, quem quer se abaixar para mostrar o rabo, jamais poderá reclamar quando lhe violentarem.”

Vou começar pela frase que usei em minha última postagem, porque acerta no ponto em que o Avaí tem se tornado. Adotou a filosofia do pensar pequeno, do querer apenas ser mais um, sem ambição, sem dar a cara a tapa. O Avaí não faz jus à sua participação numa dos campeonatos mais encardidos do planeta. O Avaí não é pequeno em estrutura e “cofre” no futebol brasileiro, ele é pequeno em mentalidade, sem desejo e sem coragem.

Quando eu dava aulas, tinha bronca de alunos que apenas queriam notas para passar, sem querer mostrar algo a mais, sem esforço ou determinação. E é isto o que eu vejo no Avaí de hoje. Por isto, os resultados não podem ser outros, mesmo que soframos com erros de arbitragem ou com a força dos grandes do futebol. A vida devolve aos que pensam pequeno e sem ambição o fracasso pleno e completo.

– Ah, cara, mas como é que tu queres que o Avaí chegue a algum lugar se não tem dinheiro?

Pois é, alguém me aponte qual clube do futebol brasileiro nada em dinheiro, que consegue fazer super times e derrotar os mais fortes do mundo? A grande maioria, quando entra numa competição, usa o discurso do “queremos vencer”, “vamos vender cara a derrota”, “vamos lutar até o último ponto”.

Quando o tal capitão, ídolo e jogador histórico do clube vai a uma rede de TV dizer que temos muitas dificuldades e vamos jogar para não cair, que ninguém espere de um Zé da Silva qualquer, que jogue no time, uma motivação maior. Se desde a primeira rodada já entregamos os pontos, o ambiente se torna preguiçoso. Ele fará igual a funcionário público boca-mole: apenas bate o cartão e espera a aposentadoria.

A mudança do Avaí, para ele chegar a algum lugar, para ser respeitado, para mostrar ser digno de qualquer esforço dos jogadores tem que vir de uma virada radical de postura. Dos dirigentes ao rapaz que cuida da grama precisamos de gente com vontade de chegar, com gosto pelas vitórias, com ambição e desejo.

Que se faça valer a pena estar jogando numa Série A de campeonato brasileiro, e não apenas uma passagem para ganhar mais uns trocadinhos de maneira a pagar as dívidas.

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