Tem força, falta jeito

A nossa linha de argumentação quanto ao desempenho do Avaí nesta temporada reside, naturalmente, em duas coisas: time fraco, do ponto de vista técnico e contratações esdrúxulas, com o aval da comissão técnica. Portanto, na falta de “algo melhor”, joga-se sempre no limite da transpiração e com medo. Todavia, isto não pode ser atestado de fracasso.

Ao elogiarmos com orgulho nosso zagueiro-guerreiro Alemão e ao reverenciarmos a personalidade, a técnica e a explosão do goleiraço Douglas, estamos admitindo, sem querer, que o Avaí sofre pressão o tempo todo e que abdica de atacar para fortalecer a defesa, mas junto a isso admitimos uma suposta fraqueza propagada pela diretoria e comissão técnica, o que corrobora a avaliação acima.

Sim, é bacana se apreciar um time que se entrega até os últimos suores para não tomar gol e defende sua meta com um esmero impressionante.  O Avaí, em sua campanha, tomou uma média de 1 gol por partida e demonstra ter capacidade de se defender como ninguém. Contudo, o que criticamos é a postura covarde de diretores e comissão técnica.

Se formos analisar friamente o campeonato brasileiro, a maioria dos times, grandes ou pequenos, joga exatamente no mesmo estilo do Avaí, apostando na marcação, fechando os caminhos para a entrada da área e exibindo goleiros fortes e determinados com boa qualidade técnica. Usa-se até expressões moderninhas, que é jogar por uma bola, não propor o jogo e dar a bola para o adversário, algo que se dizia no passado “jogar na retranca”.

Então, se é assim, porque não se dizer que pretendemos uma vaga na sul-americana ou mesmo na Libertadores? Por que se intimidar diante de quem joga parecido conosco? Qual a razão de se declarar um fracassado e sem ambição, se pela média não devemos nada para ninguém?

Os torcedores donos do clube dizem que é o Avaí e não o Barcelona, se quisermos ver um futebol bonito. Óbvio que é assim, mas dizer que se deseja algo a mais além da aceitação de ser saco de pancadas, quando não é, não faria mal a ninguém e daria mais valorização a quem luta com todos os esforços.

O Avaí pode fazer algo a mais do que ser um mero 16º. colocado do campeonato, basta mudar o discurso. Basta querer. O primeiro passo já temos, que é a força e a disposição do grupo. Falta a seguinte etapa, que é acreditar ser possível e que não temos medo de cara feia. A terceira fase cabe à torcida, que é se fazer presente e levar o time no colo.

Nada disso é difícil e que se deixe de lenga-lenga chorosa. O Avaí está provando que pode muito mais, basta querer ser.

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