Barrados no baile

Ninguém é louco em dizer que seria um jogo fácil, este do Avaí contra o Tubarão, jogado no excelente horário (inventado por um jegue!) de 19:30 de uma quarta-feira à noite. Ninguém é maluco de afirmar que, depois dos 7 a 0 tomados pelo Tubarão contra a Chapecoense, o Avaí iria enfiar uns 8 ou 9 e dar espetáculo. Qualquer anta sabe que o time do Tubarão, embora limitado, joga certinho e arrumadinho, mas é só forçar que entrega. Todavia, o Avaí fez um esforço danado para ser humilhado, ah, se fez.

Para começar, colocar o fraquíssimo Gustavo Santos como lateral titular num jogo de futebol profissional é pedir para se entrar de graça no estádio. Sem comentários a respeito das patacoadas proporcionadas por ele. A propósito, ele seria o cara que, no meu time da rua, ficaria atrás do gol para apanhar as bolas que caem na vala. Sei de gente que reclamava aos brados do Bocão. Com licença, vou ali dar uma risadinha e já volto.

Depois, o limitadíssimo Renato Junior, do já limitado time do Avaí, deu mostras suficientes de que não pode ser titular deste time. Sequer se pensar em ele ser um “componente de grupo”. Muito menos assumir a posição de primeiro volante para dar cobertura aos laterais e auxiliar à zaga. Jogar num 4-1-4-1 com ele ali, comandando a defesa, é suicídio. E não deu outra coisa nesta noite que se desenhava como horrorosa. Tomamos um baile no primeiro tempo, que só não foi mais desastroso e antológico, porque o Tubarão só tem agressividade no nome.

Claro que, como diz o pessoal que ameniza tudo, nos superamos, e “si consagremo” num jogo totalmente sem prognósticos, graças à experiência de alguns jogadores, à força do conjunto que nos levou à Série A e à mexida no esquema e no conjunto da obra do próprio técnico.

E é neste ponto que faço os questionamentos: o que faz um treinador na beira do campo que não enxerga o desastre acontecendo? Ele não sabe que no futebol moderno se troca pneu com o carro andando? Faltou o quê para um treinador deste naipe não arrumar, ao menos, o esquema ou o posicionamento dos jogadores? Quando fez o curso de treineiro não disseram que ele já pode substituir jogadores ainda no primeiro tempo, quando não estão rendendo? Parece que anda ouvindo demais o seu auxiliar, que era bom como atacante, mas péssimo conselheiro.

Que ninguém se engane, este time do Avaí irá jogar o Brasileirão da Série A exatamente desse jeito e com estes jogadores. Terá um volante mais brigador, mas ajudado no meio de campo por um cone, por um outro que se acha o Messi e outro que se acha o Drogba. E deve tomar bailes históricos e apoteóticos de times mais qualificados. Aquilo que escrevi em minha postagem anterior coube como uma luva para esta partida.

Ou então que o treinador avaiano faça, já no primeiro tempo, o que fez no segundo tempo. Coloque um jogador como Lucas Otávio (é isso mesmo?) para comandar o meio de campo, mande os outros para dentro da defesa adversária e quem sabe saia um gol de cabeça feito por um cone, para alegria de alguns.

Estou indignado? Sim. Porque depois de largar a Copa da Primeira Liga aos meninos e esnobar a Copa do Brasil, perdendo uma boa bolada de dinheiro, só faltava deixar de conquistar o Estadual para afirmar que “faz parte do futebol”. Ô, gente que pensa pequeno!

Segue o baile.

O melhor torcedor da última semana

Emoção e razão são “experiências” do temperamento humano. Com elas, quando equilibradas, tomamos decisões que interferem em nossas vidas. A razão segura o ímpeto desenfreado e as emoções nos fazem agir com um pouco mais de coragem.

No âmbito dos esportes, precisamos de boa dose de razão para compreender a atividade, tomar uma decisão sobre os limites da capacidade física e dosar as etapas para não sofrer mais adiante. A emoção é a que indica o quanto ainda podemos ultrapassar no limiar da exaustão.

Do lado de fora há o torcedor, que é aquele sujeito que não aprecia o raciocínio, mas sugere que se pode ir mais longe e que se deve apostar no improvável e no subjetivo. Por isso, ele precisa dar respostas a quem age com a razão, afirmando que daquilo, do ato de torcer, ele entende bem mais do que a própria razão permite.

Curiosas, portanto, são as manifestações de torcedores que desejam “provar” que são mais torcedores que os outros. São os torcedores-emocionais, aqueles cuja conduta é reprovar quem critique um ex-jogador, por estar abaixo da média do desempenho de um jogador profissional, ou não dê créditos ao comportamento do time, porque as estatísticas seriam soberanas.

Ora, o time do Avaí foi vencedor na classificação para a série A e campeão invicto do primeiro turno do catarinense, confirmando a boa fase. Mas se você não tiver os olhos brilhando em função disso, com lágrimas vertidas sobre os lençóis, você se torna um “secador” do próprio time por não aprovar algumas coisas que estão acontecendo. A tentativa de debate gera uma medíocre imposição de “ter de acreditar antes de pensar”.

Futebol é resultado e como sempre digo o melhor time é aquele que vence e o pior é o que perde.

Interessante é que eu afirmei numa página de torcedores do Avaí, lá no Facebook, ainda em janeiro, que este time do Avaí ganharia o estadual com um pé nas costas. Está lá, está registrado. Mas também afirmo que este time é fraco e joga mal. Vai ganhar o estadual porque os outros são ainda muito piores. E mesmo se percebendo que o imponderável pode atrapalhar tudo, este time poderá perder se quiser, obviamente, mas o andar da carruagem nos dará o 17º. Título. Disso não se duvide.

Não se tem que provar nada e nem fechar os olhos para a realidade, o time do Avaí joga um futebol ruim de se ver. É fato! Tem jogadores limitadíssimos, que jogam mais na força física, na raça e aplicação tática, do que por qualidade técnica. O bom treinador avaiano conseguiu tirar leite de pedra de um grupo que não jogaria na série D do brasileiro. Lamento se isso machuca alguns egos, mas é a realidade.

No entanto, conseguiram se acertar, montaram um conjunto, obtiveram entrosamento e hoje é um grupo vencedor. Porque é assim que funciona o futebol.

Quando faço críticas é para, exatamente, este grupo não perder esta postura, que se mantenha coesa e confirme sua conduta como a de campeões. Porque, se se imaginarem craques e subirem no salto 15, lamento os arautos do bom mocismo, a queda será vertiginosa.

E se não gostou do que eu disse, como diria minha avó, coma menos, porque não sou de fazer médias.

O raciocínio do discurso

Tenho discutido com amigos o fato de vivermos lambendo as nossas conquistas. Sim, é legal, pois ganhamos o turno invicto, algo raro em qualquer time de futebol. O nosso time é regular, o técnico é bom, conquistamos o acesso por causa disso, mas as vitórias do ano passado não valem nada para esta temporada se houver fracassos. Deveria valer era aquele espírito, aí, sim. Mas o desempenho de um jogo não é o mesmo de outro em qualquer lugar e em qualquer competição. Portanto, cada jogo tem que ser jogado como o último onde vencemos, como numa decisão, porque ninguém, nenhum adversário, irá passar a mãozinha em nossa cabeça, em vista de termos feito uma boa série B, ou porque tenhamos uma ótima defesa, um bom ataque ou que tenhamos ganhado um turno do catarinense invictos e nadando de braçadas.

Por isso que se faz críticas, na maioria das vezes, quando o time não tem o desempenho desejado. Nem é preciso explicar isto, por ser óbvio, mas alguns meninos de internet, aqueles que estão agoniados em querer provar que são mais torcedores que os demais, acabam não compreendendo tais iniciativas e acham que se está a reclamar de time vitorioso por despeito. Confesso que quando leio isto tento controlar o riso.

Um time de futebol constitui-se de um agrupamento competitivo de atletas, montado para vencer jogos e obter conquistas. Fácil de entender, né? E quando não obtém os objetivos para o qual foi treinado e programado, faz-se as devidas críticas. É por aquela competição na qual se fracassou e não para a história, para o hino, cores de bandeiras, camisas e nem para conquistas passadas ou estatísticas que se faz cara feia quando não dá certo. Simples. Entendeu?

E aí surge a necessidade de se impôr rótulos de quem é mais ou menos torcedor. Eu sou torcedor do Avaí exatamente pela paixão que me move em relação a este clube ao longo de minha vida. Não sou torcedor para zoar do rival ou para preencher um vazio existencial, coisas que me obrigariam a fechar os olhos e jamais ver defeitos. As glórias a gente exulta e os fracassos a gente contesta, exatamente pelo direito de ser torcedor, o que não implica, por exemplo, se cobrar milhagens por ser mais ou menos torcedor. Tolice! Isso não existe.

Da mesma forma, não se espere de mim fazer média com quem quer que seja para agradar A ou B cada vez que o Avaí vencer e, a partir disso, esquecer as dificuldades criadas. Como fez o presidente do Avaí com a imprensa, adotando uma incoerência típica e aceitando que jornalistas, cujo discurso é negativo para nosso lado a todo momento, fossem à Ressacada cheios de sorrisinhos e afagos. Não vejo problemas em essa gente estar lá, até porque não sou irredutível, mas deixaria bem claro meu descontentamento quanto àquela postura.

Portanto, que fique também mais claro que a luz solar: quando se fez críticas severas ao fracasso do Avaí pela Copa do Brasil, com aquele modo tosco e horroroso de jogar e pelas cobranças de pênaltis bisonhas, foi exatamente para se dizer que não gostamos de perder, ainda que se considere que isso faça parte do futebol. E que se observe, também, que no geral o time é duro na queda, mas perdeu exatamente quando não deveria. No momento de mostrar força e competência, ele fraquejou.

Assim, chega desse chororô tolo. Isso só azeda o fígado e deixa a cerveja choca.

Escrevi, mas se precisar eu desenho.

Coerência é moeda rara na Ressacada

Eu sempre pautei a minha vida por coerência. Isso não significa que seja caga-regras, que viva apontando dedos para que os outros sigam meus preceitos. Cada um é cada um e que seja responsável por seus atos. No entanto, o que eu defendo são as minhas posturas, as quais, invariavelmente, seguem os caminhos da honestidade e da justiça, algo que aprendi dos meus pais e que exerço como conduta de vida. Me afasto dos canalhas, daquele tipo de gente que tem por conduta prejudicar os outros para se “dar bem”. Assim, me incomoda por demais quando alguém passa a defender algo que antes criticava. Ou que “vira de lado” porque alguma coisa ficou bem legalzinha.

E por ser a favor de justiça, durante muitos anos bati de frente a quem tripudiava contra o ex-presidente Zunino. Por conhecê-lo como conhecia não admitia que o ofendessem em sua integridade moral ou à sua família. Não eram críticas tão-somente, mas algo pessoal e bem infeliz. Gente da pior espécie, e que hoje faço questão de estar bem afastado, durante muito tempo, o jogou na vala comum, coisificando e ultrajando a sua história e a sua vida pessoal.

Todavia, fiz críticas durante muito tempo quando ele chamava para o seu lado a mídia que estimulava, ela própria, aquele mal-estar (eufemismo!) contra ele. Quem acompanhou o meu blog e me conhece pessoalmente sabe disso. Os verdadeiros amigos, e não bipolares de ocasião, sabiam da minha postura.

Quando a gestão do presidente Zunino acabou era preciso que alguém assumisse o seu projeto. Aliás, projeto vitorioso, mesmo quando as coisas ficaram bem difíceis, e nenhum imbecil mal-amado irá dizer ao contrário, que isso fique bem claro. Todavia, por diversos motivos ele teve que se afastar. O então vice entraria em seu lugar para uma continuação. Eu apostei nisso e não me arrependo. Ocorre que o vice era inepto para o cargo, bem mais do que se imaginava ou previa. As coisas foram dando erradas de tal forma que fomos sendo humilhados em nosso quintal como clube e como instituição. A mediocridade tomou conta da Ressacada. Ele teria que sair, de qualquer jeito.

Como prevê o estatuto, o vice teria que assumir. E assumiu. E fez coisas bem diferentes, reconhecidamente para melhor, do que quando era vice, se impondo e decidindo, mostrando que poderia ter sido capaz também quando era vice. E, para o bem da instituição, a sua condução das coisas na administração do clube foram tão efetivas, que mudou os humores na Ressacada. Ainda assim, manteve uma postura firme, de chamar para o seu lado apenas quem estava do lado do clube. Nada mais justo, ainda que minha pulga atrás da orelha coçasse acintosamente.

Mas, ao se ver o presidente ou seus aspones chamarem para o seu lado a mídia que não nos trata como clube, respeitando nossa história e nossas conquistas, mas nos ofertando ao mercado como segunda opção na praça do futebol da Capital, sou obrigado a dar razão ao que minha pulga dizia: todo maçon é igual.

Teste de som gera surdos

Há quem diga que após vencer o 1o. turno do campeonato catarinense, o Avaí deve dar um descanso aos seus principais jogadores (sic!) e testar novas formações, com vistas, até, quem sabe, apresentar algo novo para a série A?

Testar? É sério isso?

O Avaí tem é que jogar bola com o que tem, isto sim. Isso aqui não é seleção brasileira que busca jogadores de terceiros e quartos escalões para, depois, pinçar um ou dois e utilizar no time principal. Estamos falando de Avaí Futebol Clube, com elenco no fio da navalha e dinheiro usado no limite.

Se a torcida do Avaí já não comparece em jogos importantes e nos medianos prefere assistir pela Fox, imagina ver em campo um elenco desmotivado para “ganhar” alguns pontinhos e esperar pelas finais do Estadual? Se os “alemões” não empolgam, quando se terá torcida para ver coxas-coladas?

E não é apenas por torcida. Time que treina muito não joga sério. Diversas formações para se achar um time, não se acha um jogador que preste. Ou seja, pode-se estar fadado a um fracasso monumental, porque se quer poupar quem já se poupa.

É por essas e outras que vivem chamando nosso time de golfinho: numa temporada sobe e noutra desce. Ou paramos com esta mediocrização do Avaí, ou esqueçam a série A e passem a juntar dinheirinho para assistir à serie B em 2018.

Mais um cavalo encilhado que passa

Após a derrota nos pênaltis para a Luverdense, em jogo pela Copa do Brasil, onde até aquele ao qual se dá o título de maior protagonista do time também perdeu a cobrança e não jogou absolutamente nada, vi torcedores avaianos se conformando com isso e admitindo que o futebol é assim mesmo e constituído por derrotas e vitórias.

Como assim? Quanta besteira. Tipo de torcedor desnecessário.

Sim, é claro, é evidente que o futebol possui três resultados possíveis, mas se conformar com a derrota é mediocrizar a nossa vida de clube de futebol. É relativizar demais uma história. É pensar pequeno. Esquecem que times de futebol vivem da competitividade e não são trupes de teatro infantil para apresentar peças piegas.

Convenhamos, admitir que é natural perder não nos dá o direito, por exemplo, de exigir patrocinadores fortes e nem cotas maiores de TV para nossos jogos. Ora, quem vai investir num projeto sem ambição? Quem vai colocar dinheiro num lugar onde o “tanto faz” reina absoluto e nada de braçadas? E as verdinhas desta fase da Copa do Brasil valiam mais de 600 contos. Como achar que isso é natural, num clube que vive à míngua sem dinheiro? Vou lamentar, sim, porque sou uma das poucas pessoas que conhece internamente essa realidade.

Vários cavalos encilhados já passaram pela história do Avaí Futebol Clube. E sequer domamos um para nos conduzir mais longe.  Claro que outros virão, pois a vida é cheia de ciclos, mas é preciso montar num e seguir para terras mais amplas daqui por diante. É imperativo que se tenha ambições maiores na Ressacada.

O atual presidente do clube, para o qual agora olhos bipolares se voltam para sua estampa ao considerá-lo o redentor das grandezas avaianas, teve suas horas e momentos de ambição. Foi inepto quando o amado era presidente e nos deixou numa humilhante condição, para depois assumir o cargo como a última bolacha do pacote. Fez por merecer, pois os resultados estão aí. Buscou seu espaço. É hora da própria instituição do Leão da Ilha fazer o mesmo e ocupar um espaço de importância no cenário do futebol nacional. E não apenas posar de bacaninha no cantinho do bairro, apenas “participando”.

Mas, a continuarmos numa zona de conforto onde uma vaga de Copa do Brasil é algo sem importância, ou que faça parte do esporte, continuaremos a ser fracos. É hora de pensar grande e largar a vida de golfinho do futebol, um ano sobe e no outro desce.

Se não, continuaremos a ter os 4 mil torcedores de jogos comuns frequentando o estádio da Ressacada e as cotas de TV podem ser igualadas àquelas que se paga para desenhos animados. Não precisa mais do que isso.

Quem mais ajuda é aquele que não atrapalha

Enquanto estava em meu retiro etílico-gastronômico na bela Costa de Dentro, afastado das folias momescas, acompanhei de longe algumas energias dispendidas ao jogador Alemão. Achei curiosa a iniciativa de se bombardear um jogador que não foge da responsabilidade, que erra e acerta na mesma proporção e que não se intimida com suas próprias limitações.

Ao chegar à Ressacada para acompanhar o jogo do Avaí pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira de cinzas, ouvi a escalação oficial pelos alto-falantes do estádio e, junto a ela, vaias quando o nome de Diego Jardel foi mencionado.

Já durante a partida, ora Ferdinando, ora Capa, algumas vezes Leandro Silva ou Rômulo e por diversas vezes Diego Jardel novamente eram os alvos da torcida.

Mas, havia um jogador que era poupado, mesmo que no meio de campo desse passes errados, cobrasse escanteios pífios e faltas ridículas e, num jogo decisivo como aquele, se dedicasse a “mandar” um ou outro jogador se posicionar no campo, mas que não marcava e nem fazia o jogo avançar. Cheguei a mencionar com alguns ao meu lado que ele deveria ser substituído, para que o jogo fluísse, para que o futebol do Avaí se tornasse mais dinâmico. Fui repreendido, pois quem deveria sair, segundo o retruco, era Diego Jardel.

E quando era para ser o protagonista, o sujeito que levaria o time à próxima fase, ele acabou perdendo mais um pênalti e mais uma vez jogou seus companheiros jogadores na responsabilidade de resolver a sua absurda deficiência.

Estou falando, é claro, de Marquinhos Santos. E invoco o que escrevi aqui, que se trata de algo de jogo. Não é a primeira vez que falo isso e não vou me omitir tantas e tantas vezes em dizer que é, hoje, um jogador nulo para o time. E, ao que parece, ninguém no clube e muito menos na torcida, tem coragem de pedir sua saída. Eu tenho!

A propósito, não sou idiota de imaginar que tenhamos um time imbatível e muito menos que nunca irá perder. E este time do Avaí tem créditos e a torcida está satisfeita pelas campanhas. Não estou falando em terra arrasada e quem tem mais de dois neurônios sabe disso. A questão não é por resultados ou por desempenho do time. A discussão deve se basear em quem, hoje, no Avaí, tem as responsabilidades, uma vez que, numa hora ela será devidamente necessária. Por méritos, Marquinhos Santos tem, mas não as cumpre. E está longe de ser um jogador decisivo. Aliás, está longe de ser um jogador de futebol.

Por isso mesmo, ao se bombardear Alemão, Ferdinando, Rômulo, Diego Jardel e outros é algo estúpido e infeliz, uma vez que eles não são os reais protagonistas do time. Deve-se dar o devido valor a quem o possui. Ou não.

Marquinhos Santos, para o bem do Avaí, e se fosse mesmo o torcedor do clube que diz ser, deveria já, na próxima semana, na virada do turno do estadual e ainda muito longe do início da Séria A, pedir o boné, pendurar as chuteiras e decretar sua aposentadoria. Ajudaria, em muito, para o clube sair atrás de um meia que o substituísse e desse mais tranquilidade ao grupo. Sim, o grupo do Avaí joga pressionado, porque tem que fazer caridade para um ex-jogador, e jogar nas deficiências visíveis demonstradas por ele.

Porque, quanto mais se quer, quanto mais se espera por ele, quanto mais se deseja que o time avance com ele, mais ele falha. Que pendure logo as chuteiras, para o bem dele e do Avaí, portanto. A história não vai negar sua importância, mas os resultados, sim.

Aliás, gostaria de saber qual a razão de os meninos e meninas que fizeram abaixo-assinado para mudar cor de camisa, alegando que ela não representa as cores do Leão, não aproveitarem e fazer um documento similar pedindo a aposentadoria do Marquinhos Santos, alegando que ele mais atrapalha do que ajuda? Taí a dica para quem diz que pensa no Avaí.