De lambança em lambança…

Durante e após as lambanças no jogo do Avaí contra o Fluminense, alguns torcedores, com o característico medo de se dizer a verdade, esbravejavam; “agora vão aparecer uma porção de donos da verdade para detonar tudo e a todos”. Besteira! Isto é dito por quem não quer ver o óbvio. Ninguém é dono da verdade.

Enxergar um jogo de futebol não é fácil, mas também não é tão difícil assim. Ao montar um time, a primeira coisa que se faz é contratar um goleiro. E é óbvio isso. Aliás, duas coisas são óbvias no futebol: ter uma bola para se jogar e um goleiro no time. Tanto é verdade, que quando se vai jogar as habituais peladinhas de quarta-feira à noite, ou as de sábado à tarde depois do churrasco, se chama alguém para “agarrar”. Normalmente é o pereba da turma, mas que deve mandar alguma coisa debaixo das traves. E, mais óbvio ainda, se ele também for um pereba debaixo das traves, o seu time perde.

Portanto, ter goleiro num time de futebol é imprescindível, é fundamental, e é a profissão ou função a qual não se dá muito valor, mas que se mostra extremamente importante para o andamento de uma partida e a consistência num campeonato.

O Avaí tinha um goleiro. Aliás, um supergoleiro, quase um X-Men. Ele literalmente operou milagres quando o Avaí disputou a série B de 2016. Foi quem fez o time ser efetivo e eficiente naquela competição. Credito 70% ou até mais de responsabilidade dele naqueles jogos. E digo isso, enfaticamente, porque não brigo com os números. Se alguém quiser achar defeitos no Renan, que mude de esporte, vá assistir golfe, críquete ou badminton.

Mas, aí, faltou conversar com o goleiro Renan. Ou se conversou com aquela torpeza típica dos sem-humildade: aqui é Avaí e ninguém fará leilão dentro da Ressacada. O Avaí (ou sua diretoria e alguns torcedores) achava que havia ganhado uma Copa do Mundo com um baita time. Time de monstrão, lembram?

Fantástico! Valeu, presidente! És um monstro! E começou, ali, a nossa saga para os fracassos e rebaixamento em 2017.

O mais do mesmo (parte 2)

Uma coisa que eu aprendi, neste anos como torcedor e sócio do clube o qual me dediquei a gostar e a torcer, é algo que poucos conhecem: respeito. Quando tudo acabar, deve restar, ao menos, essa coisa tão importante.

Muita gente que senta nas confortáveis cadeiras acolchoadas da administração do clube sequer sabe o que é isso, o que é enfrentar fila, sentar nas arquibancadas sob sol escaldante, frio enregelante, chuva resfrienta, mas o torcedor vai lá, se incomoda, se indigna, chora, ri, sofre, aplaude, e se decepciona na maioria das vezes. Os dirigentes não sabem o que é isso. Nunca souberam. Não sabem o que é suportar as agruras dos vexames. Eles não têm respeito pelo clube. Aliás, há quem se incomode com isso, quando a gente aponta as verdades. Acham que torcemos contra apenas pra provar nossas razões, que não devemos ir a um jogo já sabendo que vamos perder, só importando o placar. Bobagens!

O que me leva a apontar estes erros infantis é gente querendo inventar a roda e se fazendo de esperto.

Mas, não vou me alongar nas lamentações do que está acontecendo no Avaí, coisa que vem desde a administração do Amado e se estende vergonhosamente na administração do maçon da hora. Por isso, como disse na postagem anterior, vou mandar um CRTL+C – CRTL+V do que já escrevi, para provar que não sou comentarista de resultado.

Este texto eu escrevi em janeiro deste ano, 2017, com este título, O mais do mesmo. Já antevia os problemas que se acumulariam neste ano.

Não vou fazer terra arrasada do primeiro jogo do Avaí na temporada, com jogadores vindo das preparações físicas, visivelmente travados e jogando na limitação de suas “habilidades”. Não sou oportunista. Seria muito prático sair detonando este ou aquele jogador, apontar erros de goleiro, de zagueiro, do próprio treinador, copiar e colar os comentários das redes sociais, pródigas em comentários de resultados, pensando com o fígado e analisando com os roncos do estômago.

Não farei isto, pois a responsabilidade pouco cabe a estes jogadores.

Mas, é óbvio para quem assiste a jogos de futebol, para quem sabe o que é impedimento, pênalti e conhece o peso da bola, que o Avaí deixou a desejar. O que vimos não foi bonito. Aliás, o próprio Paraná jogou mal, com a diferença que eles jogavam em casa e a motivação era maior.

E como eu destaquei na postagem anterior, A falta de compromisso, ainda falta vergonha na cara de alguns.

Mas, venha aqui, torcedor, bem aqui no cantinho. Vamos conversar com serenidade e parcimônia.

Não está igual ao ano passado? Eu, particularmente, assisti a poucos jogos do time na série B. Porém, o jogo jogado pelo Avaí nesta quarta-feira não era igualzinho aos jogos que todos viram, em 2016, e que culminaram no acesso?

E qual foi a diferença?

O goleiro Renan, claro, quer se queira ou não, ganhou pelo menos 70% dos jogos da temporada da Série B. Os times adversários iam até a nossa zaga, martelavam, martelavam, martelavam e não faziam gol, porque ele operou verdadeiros milagres. É ou não é? O Avaí ia ao ataque e fazia um golzinho. Ganhava os jogos em casa, empatava fora, perdia de pouco e assim foi levando, até chegar à classificação. Foi um empurrobarrigômetro espetacular.

Foi ou não foi?

Então, meu caro, relaxa. Vai ser tudo igual, com a diferença que agora não tem o Renan.

Portanto, prenúncios de fortes emoções.

É, pois é, isso aí é o Avaí.

No barraco dos fracassados

Em tempos de crise sempre surge aquela velha discussão do pessimismo ou do otimismo. Há o grupo de quem sempre acredita que as coisas podem melhorar e há quem ache que se pode fechar o caixão e beijar a viúva. No entanto, entremeado a isto, está o realista, o que analisa e pondera, e aponta soluções.

Naquela velha fábula de copo meio cheio ou copo meio vazio, é o que avalia se o copo serve para cerveja, vinho, se é para guardar moedas ou tomar água mesmo. Normalmente, o realista é o mais criticado dos que têm alguma opinião, considerado o que vive em cima do muro e que não se mete em celeumas. É confundido, na maioria das vezes, com um pessimista. Longe de ser um sonhador, é o que convive naturalmente entre o possível e o real, que expõe a verdade nua e crua. E isto incomoda.

É o que eu tenho feito em relação à campanha do Avaí, neste campeonato brasileiro, que é consequência também da Gestão do Amado. A inércia e a fraqueza na tomada de decisões são gritantes, cujos resultados estão aí, estampados. E com desdém irremediável em jogar a Série A. Sim, o Avaí não se importa em jogar a Série A, está ali apenas para levantar uns trocados e pagar dívidas. “Não é o nosso campeonato”, dizem, a cada fracasso.

Até onde sabemos, qualquer time de futebol tem um desejo enorme em disputar o campeonato brasileiro. Eles se viram e se preparam para jogar os jogos mais encardidos de todos os campeonatos do mundo e comemoram efusivamente cada conquista. É aqui, em terras tupiniquins, onde se encontra uma das maiores páginas da história do futebol mundial.

Menos para o Avaí. Conte-me o torcedor em qual campeonato da Série A entramos para, ao menos, beliscar uma posição entre os dez melhores da competição? Ser diferente na tabela? Disputar uma vaga para uma sul-americana ao menos? Rapidamente alguém tentará discordar e apontar quem em 2009 fizemos uma campanha monstruosa, terminando num honroso 6º. lugar. Sim, foi, mas a ideia era jogar pra não cair e se ninguém desse um tapa nas costas do Silas, até hoje estaríamos recordando uma queda natural.

Em todas as versões, nossa participação é lutar pra não cair, jogar para ficar uma posição acima dos rebaixados e logo a velha lógica dos medíocres, que diz “o que vier é lucro”, vem na ponta língua. O Avaí é aquele soldado que entra na guerra pra não tomar tiro e dormir no barraco do quartel, onde ficam os covardes e fracassados, o que já está de bom tamanho, segundo essa ideologia. Há quem diga que é por causa de dinheiro, que é pra não fazer dívidas, ou ainda, a mais ridícula, a de que não temos condições de lutar de igual para igual com os grandes.

Bom, se o nosso copo serve para cerveja, vinho ou água ainda não se sabe, mas já temos certeza que querem escondê-lo na prateleira de baixo, porque para guardar moedas é que não serve. E deixem-no quieto ali, sem essa mania de querer apontar erros, dirão os “donos do clube”.

No baile de debutantes

Não preciso mais escrever. Daqui pra frente, basta fazer um copiar e colar de minhas postagens, porque a continuar esta pasmaceira de derrotas e fracassos do Avaí, e a gente dizendo onde se tomar as decisões, não será mais necessário gastar fosfatos para fazer um texto novo. É o mais do mesmo, jogando como sempre e perdendo como sempre.

Cansei de dizer que estou certo. Não quero mais falar que isto ou aquilo vai ocorrer. Tenho bronca dessa postura de professor de deus ou de afirmar que o futebol é simples de se diagnosticar, basta observar. Mas, o “caso Avaí” tá mais fácil de prognosticar e de acertar do que ganhar na mega-sena acumulada e jogando todas as probabilidades possíveis.

A propósito, no ano passado, assim que o Avaí conquistou o acesso (e que foi graças, em 90%, ao goleiro X-Men Renan), eu afirmei para algumas pessoas que seríamos o candidato natural a ser rebaixado. Como sempre, fizeram troça, riram da minha cara, naquela postura natural de quem não quer ver a realidade, mas o fato está aí, está se confirmando.

Aliás, torna-se engraçado que alguns torcedores que se acham “donos do Avaí” acharem ruim se estar apontando a mesmice de sempre no clube, quando as ações agora poderiam ser diferentes. Já tivemos dificuldades bem mais sérias, é bom que se diga. Alguns nem sabem o que era ir aos jogos do Adolfo Konder ou torcer desbragadamente nos tempos de Série C, na Ressacada, em noites de frio siberiano junto a não mais que duzentas almas, ou numa tarde de calor satânico, quando só você, os quero-queros e outros dez teimosos iam aos jogos.

Não sou iludido. Vejo com olhos de realidade as coisas se ratificando. O discurso fácil de dirigentes frouxos e incompetentes visa só uma coisa: ganhar seguidores. Os cartolas alvicelestes adoram fazer pose para câmeras, querem ter a mídia do lado e incentivam o bom-mocismo daqueles que podem também se transformar em empregados do clube, se seguirem a cartilha orientada dentro das salas acarpetadas do estádio de tijolinhos a vista. E enquanto essa postura for sendo continuada, esconde-se a fraqueza, a inércia e a incapacidade de se fazer algo mais ambicioso. O time em campo é que precisa de esforço e não as vaidades.

Eu sempre achei que quando para um time de futebol se afirmasse categoricamente que iria entrar num campeonato com o intuito de lutar para não cair, o verbo LUTAR seria conjugado como deve e ao extremo. Lutar significa ser decisivo, é combater, brigar, trabalhar com afinco e usar de todas as forças para atingir o objetivo. As forças existentes e aquelas a serem buscadas. Mas já antes da décima rodada estamos no fundo da tabela e sem perspectivas de sair dali por um bom tempo.

Enquanto o futebol brasileiro se mostra equilibrado, acabamos perdendo ou empatando para times ridículos, tanto quanto o nosso. Uma LUTA um pouco mais forte e a situação seria diferente, mas a falta de competência técnica é gritante e não há nenhuma esperança futura. Perdemos para os ridículos? Esperem o que virá diante dos bons. Se alguém está vendo algo diferente disto no time do Avaí, então eu estou em outro planeta, em outro mundo e vejo algo totalmente fora da lógica.

O Avaí se comporta como aquelas debutantes, que são apresentadas na sociedade burguesa para as demais famílias. Entram no salão olhando para tudo e para todos, olhares compenetrados, sorrisinhos fáceis, são bonitinhas e simpáticas, mas sequer sabem o caminho para a toalete, ou como cortar o bolo do baile. Inocentes e frágeis, tremem nas saias.

Afirmo, portanto, categoricamente: tire-se Jocely dos Santos já e Claudinei agora, por incapacidade e inércia. Um por não compreender como funcionam os vestiários, o outro por não compreender como fazer um time jogar o básico. O básico, sabe o que é isso? E tragam um treinador que queira vencer, sem jogar na retranca e lute para, ao menos, se for rebaixado, jogue algo próximo ao que se classifica como futebol.

A continuar assim, vamos ser presas fáceis e ser rebaixados sem dó, como deve ser para aqueles que não lutam. E eu ainda não errei nos prognósticos neste ano.

A insustentável necessidade de ser medíocre

“É por isto que meu discurso contra a mediocrização é constante. Quem quer se fazer pequeno, que quer apenas participar, quem quer se abaixar para mostrar o rabo, jamais poderá reclamar quando lhe violentarem.”

Vou começar pela frase que usei em minha última postagem, porque acerta no ponto em que o Avaí tem se tornado. Adotou a filosofia do pensar pequeno, do querer apenas ser mais um, sem ambição, sem dar a cara a tapa. O Avaí não faz jus à sua participação numa dos campeonatos mais encardidos do planeta. O Avaí não é pequeno em estrutura e “cofre” no futebol brasileiro, ele é pequeno em mentalidade, sem desejo e sem coragem.

Quando eu dava aulas, tinha bronca de alunos que apenas queriam notas para passar, sem querer mostrar algo a mais, sem esforço ou determinação. E é isto o que eu vejo no Avaí de hoje. Por isto, os resultados não podem ser outros, mesmo que soframos com erros de arbitragem ou com a força dos grandes do futebol. A vida devolve aos que pensam pequeno e sem ambição o fracasso pleno e completo.

– Ah, cara, mas como é que tu queres que o Avaí chegue a algum lugar se não tem dinheiro?

Pois é, alguém me aponte qual clube do futebol brasileiro nada em dinheiro, que consegue fazer super times e derrotar os mais fortes do mundo? A grande maioria, quando entra numa competição, usa o discurso do “queremos vencer”, “vamos vender cara a derrota”, “vamos lutar até o último ponto”.

Quando o tal capitão, ídolo e jogador histórico do clube vai a uma rede de TV dizer que temos muitas dificuldades e vamos jogar para não cair, que ninguém espere de um Zé da Silva qualquer, que jogue no time, uma motivação maior. Se desde a primeira rodada já entregamos os pontos, o ambiente se torna preguiçoso. Ele fará igual a funcionário público boca-mole: apenas bate o cartão e espera a aposentadoria.

A mudança do Avaí, para ele chegar a algum lugar, para ser respeitado, para mostrar ser digno de qualquer esforço dos jogadores tem que vir de uma virada radical de postura. Dos dirigentes ao rapaz que cuida da grama precisamos de gente com vontade de chegar, com gosto pelas vitórias, com ambição e desejo.

Que se faça valer a pena estar jogando numa Série A de campeonato brasileiro, e não apenas uma passagem para ganhar mais uns trocadinhos de maneira a pagar as dívidas.

A maldição de ser pequeno

Dizem que o futebol profissional, este dos grandes campeonatos, das grandes competições, das copas e torneiros mundiais, é democrático, que todos podem ter acesso e permite que o pequeno jogue de igual para igual com o grande.

Mentira!

Isto é uma falácia homérica e um embuste requintado.

O futebol profissional serve para que os interesses de grandes corporações, mídia tradicional e patrocinadores gigantes consigam aumentar ainda mais seus rendimentos e faturamento, usando os tais pequenos como escada para alavancar seus interesses.

Isto eu vi representado ao vivo e a cores, quando, ao chegar ao Estádio da Ressacada e acessar um dos belos camarotes para assistir ao jogo, me deparo com um deles fechado nas laterais, de maneira a que seus ocupantes não pudessem ser molestados pelos demais torcedores. E quem usava aquele camarote? A diretoria do Flamengo.

É sabido que a arbitragem de futebol, de um modo geral, é fraca de personalidade. Os árbitros são mandados obedecer às condições impostas por terceiros, invariavelmente comandados também por interesses. São incapazes, preguiçosos e incompetentes a tentar impor regras numa competição onde a regra da igualdade inexiste. Aliás, um árbitro de futebol, ao receber a escala de que apitará o jogo entre Avaí e Flamengo, ao invés de um jogo entre Corinthians e São Paulo, é acometido da má vontade.

É condicionado, mesmo que inconscientemente, a eliminar de vez um Avaí da vida, para que no futuro ele só apite jogos dos chamados grandes. Dá mais espaço para sua carreira, ganha mais trocados e pode aumentar seu currículo.

A partida entre Avaí e Flamengo, jogada neste domingo na Ressacada, mostrou bem o que é isto, com todos os ingredientes estupidamente expostos: uma disputa de interesses, uma escada do grande sobre o pequeno, uma demonstração de força dos grandes patrocinadores. A lambança proporcionada pelo árbitro foi evidente e escrachada, para quem pudesse e quisesse entender.

É por isto que meu discurso contra a mediocrização é constante. Quem quer se fazer pequeno, que quer apenas participar, quem quer se abaixar para mostrar o rabo, jamais poderá reclamar quando lhe violentarem.

O óbvio confirmado

Particularmente, eu não tomo sopa de garfo. Também não enxugo gelo e nem como farofa no vento. Sei que na vida, portanto, existem coisas óbvias e que não adianta sair por aí inventando a roda para provar que é sabido. Como é o caso, por exemplo, da diretoria avaiana, que quis provar a todos que jogar três campeonatos na base da mediocridade o elevaria ao status de convidado a jogar a Champions League.

Dizíamos, durante todo este primeiro semestre, que com aquele time e com aquele jeito de jogar o fracasso seria eminente e absoluto.  Os resultados foram mais claros que a luz solar. Jogamos para fazer figuração, apenas como singelos coadjuvantes, muito distantes da decantada importância que temos no cenário do futebol.

– Ah, mas chegamos à final do Catarinense!

Sim, por detalhes, que basta analisar para entender a razão. Não sou de dourar a pílula e nem vou me tornar repetitivo.

Afirmávamos, com todas as sílabas e vogais, que se o Avaí desse ao elenco um padrão técnico razoável, poderia ter encerrado esta primeira etapa do ano com alguma coisa mais “substanciosa” na mala. Agiu como o padeiro que faz pão e esconde no armário para ninguém comer.

E não foi surpresa para mim que, ao contratar um jogador com nível de série A, que conhece os atalhos e tem experiência declarada, o time já rendesse algo parecido com “jogar futebol”. Veja o leitor que não estou falando de nenhum Cristiano Ronaldo, de nenhum Messi, nada que se possa endeusar o jogador Juan. Está há muitos anos-luz de ser um Brastemp. Mas já deu uma cara nova e um toque de bola mais qualificado ao grupo.

Viu como não é difícil? Custava ter feito isto lá atrás, para, ao menos, ter seguido com mais requinte na Copa do Brasil? Era tão absurdo tomar uma atitude tão óbvia? Que não nos tomem por burros, mas não era proposta para se gastar todo o minguado dinheiro guardado para pagar dívidas, mas gastar com parcimônia, com equilíbrio, buscando jogadores audaciosos e tecnicamente aproveitáveis. Exatamente para não se ter que gastar para recompor elenco depois, porque a “aposta” inicial foi um fracasso.

O jogo desta quarta-feira contra o Atlético Mineiro já nos deixou com mais esperanças para o desenrolar do campeonato. E para o time que só quer participar, sem muitas ambições, creio que a expectativa é para lá de razoável.

Como diria aquele famoso radialista, que alguns bocas-moles insistem em dizer que foi demitido da rádio e da TV por causa da diretoria avaiana, no futebol ninguém me engana. Aliás, nem as pessoas.