O mais do mesmo (parte 2)

Uma coisa que eu aprendi, neste anos como torcedor e sócio do clube o qual me dediquei a gostar e a torcer, é algo que poucos conhecem: respeito. Quando tudo acabar, deve restar, ao menos, essa coisa tão importante.

Muita gente que senta nas confortáveis cadeiras acolchoadas da administração do clube sequer sabe o que é isso, o que é enfrentar fila, sentar nas arquibancadas sob sol escaldante, frio enregelante, chuva resfrienta, mas o torcedor vai lá, se incomoda, se indigna, chora, ri, sofre, aplaude, e se decepciona na maioria das vezes. Os dirigentes não sabem o que é isso. Nunca souberam. Não sabem o que é suportar as agruras dos vexames. Eles não têm respeito pelo clube. Aliás, há quem se incomode com isso, quando a gente aponta as verdades. Acham que torcemos contra apenas pra provar nossas razões, que não devemos ir a um jogo já sabendo que vamos perder, só importando o placar. Bobagens!

O que me leva a apontar estes erros infantis é gente querendo inventar a roda e se fazendo de esperto.

Mas, não vou me alongar nas lamentações do que está acontecendo no Avaí, coisa que vem desde a administração do Amado e se estende vergonhosamente na administração do maçon da hora. Por isso, como disse na postagem anterior, vou mandar um CRTL+C – CRTL+V do que já escrevi, para provar que não sou comentarista de resultado.

Este texto eu escrevi em janeiro deste ano, 2017, com este título, O mais do mesmo. Já antevia os problemas que se acumulariam neste ano.

Não vou fazer terra arrasada do primeiro jogo do Avaí na temporada, com jogadores vindo das preparações físicas, visivelmente travados e jogando na limitação de suas “habilidades”. Não sou oportunista. Seria muito prático sair detonando este ou aquele jogador, apontar erros de goleiro, de zagueiro, do próprio treinador, copiar e colar os comentários das redes sociais, pródigas em comentários de resultados, pensando com o fígado e analisando com os roncos do estômago.

Não farei isto, pois a responsabilidade pouco cabe a estes jogadores.

Mas, é óbvio para quem assiste a jogos de futebol, para quem sabe o que é impedimento, pênalti e conhece o peso da bola, que o Avaí deixou a desejar. O que vimos não foi bonito. Aliás, o próprio Paraná jogou mal, com a diferença que eles jogavam em casa e a motivação era maior.

E como eu destaquei na postagem anterior, A falta de compromisso, ainda falta vergonha na cara de alguns.

Mas, venha aqui, torcedor, bem aqui no cantinho. Vamos conversar com serenidade e parcimônia.

Não está igual ao ano passado? Eu, particularmente, assisti a poucos jogos do time na série B. Porém, o jogo jogado pelo Avaí nesta quarta-feira não era igualzinho aos jogos que todos viram, em 2016, e que culminaram no acesso?

E qual foi a diferença?

O goleiro Renan, claro, quer se queira ou não, ganhou pelo menos 70% dos jogos da temporada da Série B. Os times adversários iam até a nossa zaga, martelavam, martelavam, martelavam e não faziam gol, porque ele operou verdadeiros milagres. É ou não é? O Avaí ia ao ataque e fazia um golzinho. Ganhava os jogos em casa, empatava fora, perdia de pouco e assim foi levando, até chegar à classificação. Foi um empurrobarrigômetro espetacular.

Foi ou não foi?

Então, meu caro, relaxa. Vai ser tudo igual, com a diferença que agora não tem o Renan.

Portanto, prenúncios de fortes emoções.

É, pois é, isso aí é o Avaí.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s