A sina do cavalo manco

Não fui ao jogo de estreia do Leão, pelo campeonato brasileiro, porque, com toda a sinceridade, tinha coisa muito mais importante a fazer, que era almoçar com minha mãe e com meus filhos e dar aquela dormidinha de domingo à tarde.

– Então o Avaí não é importante em tua vida?

Elementar, meu caro, como diria o famoso detetive da Baker Street. Sim, claro, sou torcedor, mas não dou laço pra cavalo manco.

E é nisto que o Avaí tem se tornado. Um singelo e simpático cavalo capenga, que não corre mais, não se esforça, prefere ficar à sombra comendo a graminha que lhe dão, sem se animar para ir atrás de um regalo mais consistente.

Só para se ter uma ideia, estamos na dependência de boas arbitragens para terminar bem nossos jogos, porque aquilo que se preza no futebol, que é um time razoável fazendo uma boa partida, ou mesmo uma partida de futebol jogada para estimular a volta da torcida, não existe.

Claro que o Héber nos prejudicou na final do Catarinense. É evidente que a tesourada do jogador do time baiano é pênalti aqui, na Tailândia e nas Ilhas Virgens. Mas fica difícil esbravejar por uma melhor sorte para um time que não se ajuda e para uma diretoria que dorme em saco esplêndido. E aí a desculpa arrumada, mesmo sendo real, são as má arbitragens.

Quero poder voltar para a Ressacada e dizer que ali é o melhor lugar do mundo, mas a situação não nos permite. E, para piorar, a contagem regressiva já começou para aquilo que todos já imaginam que vai ocorrer ao fim do ano. Infelizmente.

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