O pescoço que suporta a melancia

O único clima de tensão que existia na partida entre Chapecoense e Avaí era o da decisão em si. Era ela que nos remeteria ao clima de estádio cheio, de gente roendo unhas, de agonias, choros, tremores, risos, olhos arregalados e conquistas a serem guardadas. E de um futebol jogado de lado a lado. Nada mais que isso. E já seria o suficiente para se celebrar e para se mobilizar toda uma comunidade. Mas, ao que parece, há personagens que quiseram aparecer mais que o sol.

Nos tempos em que o Zunino era o presidente do Avaí eu me indispus com muita gente que, ao invés de apontar os erros administrativos (e que foram muitos!) e dar soluções plausíveis, viviam apontando coisas de nível pessoal até então inexistentes. De ladrão a formador de quadrilha, tudo foi dito dele. Mas nada de se estabelecer uma alternativa. Muitos quiseram aparecer e se mostrar como sabichões sem que houvesse algo de verdadeiro naquelas acusações. Enquanto se precisava de um norte para determinar a vida do Avaí, esta gente preferia derrubar o clube, apenas e exclusivamente por uma raivinha de moleques babões.

E no Avaí é assim. Não sei se na seleção da Samoa Oriental, na da Finlândia, se no Flamengo ou no Corinthians temos Zé Ruelas deste porte, uns ninguém quaisquer querendo ser os reis da cocada, os últimos gases da Coca, os pêssegos sem caroço, mas no Avaí tem, e numa quantidade absurda. E que aparecem nas horas mais impróprias.

Se já não bastasse a estultícia do jogador que se diz torcedor dentro de campo criando a notícia patética da semana, pelo seu chilique boçal e destemperado após o jogo o suficiente para se administrar uma causa inglória, ainda surgem torcedores na internet e um colunista fracassado nas redes de TV, alguns desocupados, a inventar que o time da Chapecoense comemorou antecipadamente o título do estadual numa boate. Seria trágico se não fosse cômico. Ou vice e versa.

O fato é que, às vezes, dá vontade de abandonar tudo, de uma vez por todas. A estupidez desnecessária e imbecil reina pelos lados da Ressacada. Ali há uma vontade enorme de se pendurar uma melancia no pescoço e se alojar num poste, que faz uma fila maior do que aquela na Diomício Freitas. Eu fico pensando: pra quê? Qual a necessidade de ser idiota a este ponto? Que faculdade de imbecis é esta que cria um clima desnecessário e absurdo às vésperas de uma decisão?

E eu continuo perdendo tempo com isso.

Cansa!

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