O arrozinho de todo dia

No que se refere a time brigador, raçudo, que joga até os últimos instantes, sim, este time do Avaí dá de 10 a 0 naqueles que desistem antes do apito final. Repete outros tantos que, ao longo da história, fundaram uma espécie de confraria dos fortes nos domínios do Leão da Ilha, como times que sujam o calção e suam a camisa e seus torcedores lotam clínicas de cardiologia. Isso não se nega. A propósito, a velha frase “jogou mal, mas venceu” é entoada como um hino glorioso pela torcida, como forma de expurgar suas agruras.

Mas, parece que é só isso.

Pois é! Já vi muitos times do Avaí, muitos mesmo, que jogavam neste estilo. É fantástico quando assumem as nossas tradições e se impõem nos campeonatos. Causam o dissabor nos adversários de nunca desistir, de jogar pela última bola, de usar todo o seu esforço em busca de um resultado. Dignificam nossas tradições e valorizam as glórias e as conquistas.

Porém, um time de futebol que dependa apenas do esforço físico, da dedicação e dos suores, sem uma técnica que o acompanhe, sem um futebol mais vistoso, vai até a metade. Conquista um bom pedaço do campeonato, injeta a famosa gordura, que até pode fazê-lo vitorioso, contando também com uma boa dose de sorte, mas por ser limitado não gera confiança. Ou perde na fase mais importante, além de oscilar nos campeonatos importantes.

O valor dado ao time mais fraco, mas esforçado, é imenso. A satisfação de vê-lo levantado uma taça, vencendo jogos encardidos, ultrapassando fases é sem comparação. A história é duplamente valorizada por um time assim. Todavia, dessa forma, jamais poderá cochilar. Que nunca pense em querer jogar com soberba e arrogância.

Times assim só tem um caminho: vencer. Sempre. Porque, se começarem a fracassar, a antes generosidade da torcida para com os raçudos se tornará uma amarga descarga de impropérios, malquereres e inconformismos, para dizer o mínimo.

Como já mencionei em outras postagens, que este time do Avaí não pense que é um timaço, um Barcelona abduzido. Jamais. O feijãozinho com arroz, com tempero dos fortes, já o qualifica como candidato ao título. É o que basta.

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