O melhor torcedor da última semana

Emoção e razão são “experiências” do temperamento humano. Com elas, quando equilibradas, tomamos decisões que interferem em nossas vidas. A razão segura o ímpeto desenfreado e as emoções nos fazem agir com um pouco mais de coragem.

No âmbito dos esportes, precisamos de boa dose de razão para compreender a atividade, tomar uma decisão sobre os limites da capacidade física e dosar as etapas para não sofrer mais adiante. A emoção é a que indica o quanto ainda podemos ultrapassar no limiar da exaustão.

Do lado de fora há o torcedor, que é aquele sujeito que não aprecia o raciocínio, mas sugere que se pode ir mais longe e que se deve apostar no improvável e no subjetivo. Por isso, ele precisa dar respostas a quem age com a razão, afirmando que daquilo, do ato de torcer, ele entende bem mais do que a própria razão permite.

Curiosas, portanto, são as manifestações de torcedores que desejam “provar” que são mais torcedores que os outros. São os torcedores-emocionais, aqueles cuja conduta é reprovar quem critique um ex-jogador, por estar abaixo da média do desempenho de um jogador profissional, ou não dê créditos ao comportamento do time, porque as estatísticas seriam soberanas.

Ora, o time do Avaí foi vencedor na classificação para a série A e campeão invicto do primeiro turno do catarinense, confirmando a boa fase. Mas se você não tiver os olhos brilhando em função disso, com lágrimas vertidas sobre os lençóis, você se torna um “secador” do próprio time por não aprovar algumas coisas que estão acontecendo. A tentativa de debate gera uma medíocre imposição de “ter de acreditar antes de pensar”.

Futebol é resultado e como sempre digo o melhor time é aquele que vence e o pior é o que perde.

Interessante é que eu afirmei numa página de torcedores do Avaí, lá no Facebook, ainda em janeiro, que este time do Avaí ganharia o estadual com um pé nas costas. Está lá, está registrado. Mas também afirmo que este time é fraco e joga mal. Vai ganhar o estadual porque os outros são ainda muito piores. E mesmo se percebendo que o imponderável pode atrapalhar tudo, este time poderá perder se quiser, obviamente, mas o andar da carruagem nos dará o 17º. Título. Disso não se duvide.

Não se tem que provar nada e nem fechar os olhos para a realidade, o time do Avaí joga um futebol ruim de se ver. É fato! Tem jogadores limitadíssimos, que jogam mais na força física, na raça e aplicação tática, do que por qualidade técnica. O bom treinador avaiano conseguiu tirar leite de pedra de um grupo que não jogaria na série D do brasileiro. Lamento se isso machuca alguns egos, mas é a realidade.

No entanto, conseguiram se acertar, montaram um conjunto, obtiveram entrosamento e hoje é um grupo vencedor. Porque é assim que funciona o futebol.

Quando faço críticas é para, exatamente, este grupo não perder esta postura, que se mantenha coesa e confirme sua conduta como a de campeões. Porque, se se imaginarem craques e subirem no salto 15, lamento os arautos do bom mocismo, a queda será vertiginosa.

E se não gostou do que eu disse, como diria minha avó, coma menos, porque não sou de fazer médias.

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