A falta de compromisso

Uma das famosas frases da tal Lei de Murphy, aquele conjunto de regras e lógicas do dia a dia e do senso comum, diz que “Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente essa será a maneira escolhida por alguém para executá-la”. E outras palavras, se alguma coisa pode dar errada, com certeza dará, da pior maneira e no momento mais ruim possíveis. Basta que se faça a devida escolha. A errada, claro

Errar ou acertar as coisas é natural. Corrigir é que é humano. Os humanos somos dotados de capacidade racional. Percebemos e analisamos o mundo ao redor. Nos conduzimos para o melhor, de maneira a economizar energia. Sempre foi assim em todos os aspectos da humanidade. A civilização sempre se encaminhou para uma etapa onde se deve gastar menos. Não é concebível um caminhar para o pior, para o gasto, para o consumo desenfreado, uma vez que tal atitude, fatalmente, nos levará ao fracasso.

Do ponto de vista do futebol e das coisas relacionadas ao meu Avaí, errou-se muito nos últimos três anos, e numa velocidade absurdamente alta e inconcebível. Como já frisei, não vou detonar o clube, porque isso não é do meu feito, e sempre espero que os que estão à frente da bagaça criem vergonha e acertem o rumo.

No geral, fizemos o possível para estarmos na situação que agora nos encontramos. Somos o retrato das vaidades assombrosas e do consumo exagerado de energia. Um acesso não deve mascarar a falta de talento para resolver coisas triviais, quanto mais as difíceis. E, o quê é pior, muita coisa conspirava ao nosso favor. Mesmo fazendo algumas das piores campanhas de times de futebol de ponta nos últimos campeonatos catarinenses, ainda voltamos a disputar como favoritos. As expectativas sempre foram e sempre nos serão favoráveis. E nem precisava de muita força, apenas um pouquinho mais de calma e jeito.

Um time comum, competitivo, sem muitas estrelas e jogando junto já seria o suficiente. Ora, os clubes com menos recursos e que só participam do catarinense para dar um “alô, mamãe!”, já fazem bem melhor que a gente sem muito esforço. Não gastam muita energia, mas tem os brios devidos a honrar suas camisas.

Para a próxima temporada o Avaí, ou melhor, a diretoria que compete ao futebol, deve rever certos princípios. Algumas condutas foram medianas, coisa de gincana de colégio interiorano. É preciso profissionalizar não apenas departamentos, mas comportamentos. Só para dar um belo exemplo, há gente gorda querendo ser tratada como se fosse atleta de futebol. E com nome de ponta no time. Isso é inconcebível para um grupo que se dirá participante de uma série A de campeonato brasileiro. Admite-se que um erro é perfeitamente natural, mas mantê-lo, não, aí não é ato de humano. Porque, senão, a bola de neve da conta pode aumentar de uma maneira tão alta que acaba engolindo os bons, os maus e também os vaidosos.

O Avaí é muito mais do que um mero conjunto de erros e acertos, de estrelas ou de singelos coadjuvantes. É uma instituição respeitável e respeitada. Essa história não pode ser apagada por conta de atitudes juvenis de supostos atletas renomados.

E a vergonha na cara, cadê?

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