O fim das dívidas dos clubes

Em todo início de temporada dos campeonatos de futebol do Brasil são observadas as mesmas preocupações em qualquer clube: a montagem de um elenco e o quanto se vai gastar com isso, e ainda o quanto se vai pagar de dívida no futuro. Se é que pagam.

E as preocupações pipocam aqui e ali. São torcedores exigindo um elenco galáctico para que seu time seja campeão com um pé nas costas, são empresários espertinhos lançando a última bolacha do pacote para os clubes, são jornalistas chutando tudo o que puder para se manterem críveis no mister de fofocas, sejam dirigentes chorando as pitangas porque o orçamento já foi pro brejo antes mesmo de se engordar o caixa.

Sabe-se que o futebol profissional é um negócio altamente rentável. É ganhado muito dinheiro com ele e muita gente fica rica usufruindo de seus benefícios. O principal agradinho que se recebe é, justamente, a negociação de jogadores. O outro são os contratos com patrocinadores. O curioso é que em todo fim de temporada, todo mundo ficou rico, exceto, é claro, o clube, que termina endividado e pronto para ser a meretriz do próximo ano, a vender seu corpinho para aproveitadores de ocasião. Disputar as competições acaba se tornando frustrante para muitos clubes, mesmo que se faça um bom campeonato.

Ainda não inventaram uma fórmula mágica que mantenha os clubes e seus times aptos a jogarem campeonatos seguidos sem que seu nome seja incluído no SERASA da bola. Sim, fala-se em organização, projetos, gestão disso ou daquilo, mas é muito blablabla e pouca conversa.

Dadas todas estas preocupações, o mais saudável seria recriar a fórmula dos campeonatos brasileiros. Uma reformulação total e substancial na maneira de pagamento para os clubes, que priorize o desempenho, principalmente. Algo que beneficie, de fato, o melhor de todos e que seja decomposto de acordo com o ranking. Anualmente, é lógico, esta tabela seria revista e todos teriam financiamento garantido para o próximo campeonato.

E como se faria isto?

Em primeiro lugar, acabar com o monopólio da Rede Globo na transmissão dos campeonatos. As redes de TV teriam que estabelecer um pool de transmissão e cotizar todos os clubes. Depois, se decretar o fim do tal Clube dos 13, algo anacrônico e elitista, e que serviu para agradar compadres no passado. Em seguida, extinguir a CBF como mandatária dos campeonatos e se criar uma Liga de futebol, forte e dinâmica, que organize todas as competições, de cabo a rabo, sem distinção de história, conta bancária ou número de torcedores de cada clube.

Continuaríamos a ter clubes pequenos e clubes grandes, mas todos teriam chances similares de participar dos campeonatos e terminar mais saudáveis financeiramente.

Ah, sim, acabei de acordar e o sonho foi muito bom. Bora voltar pra realidade!

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