O Velho Avaí

De goleada em goleada o time do Sul da Ilha vai colecionando seus vexames habituais no campeonato. Ou nos campeonatos. Sei lá! Já não se sabe mais qual campeonato que, ultimamente, o Avaí tem jogado e se dado mal.

Um time que teria tudo para dar errado numa fase cascuda da competição, quando todos entram travados, nos deu alegria e muito orgulho. Quando vimos jovens jogando como marmanjos, achávamos que a solução havia sido encontrada. “É isso aí, tem que apostar na base”, dizia-se. E constatamos que um técnico, estudioso e promissor, teria encontrado a maneira exata para superar crises com um esquema tático simples, mas eficiente.

Além do mais, jogavam com raça e determinação, coisa que havia sido dispensada nos últimos anos da Ressacada. Era o velho Avaí a nos dar dignidade nestes tempos bicudos, pensávamos.

Mas aí, virou-se a roda do turno e tudo mudou.

O time que teria tudo pra dar certo numa fase decisiva da competição, pois já se tornava a sensação do campeonato, começou a demonstrar fraquezas que não havíamos visto. Ou havíamos ignorado. Ou fingimos que não existia.

Vimos marmanjos amarelando como meninos e a solução para nossos problemas acabaram ficando cada vez mais distantes. A crise que era um fantasma, reencarnou num zumbi claudicante.

O bom e jovem técnico adotou erros dos veteranos e pareceu ter esquecido tudo o que estudou. Passou a usar um esquema tático ultrapassado e adotou tapa-olhos à beira do gramado, incapaz de observar o óbvio.

A garra e a determinação viraram preguiça e inércia e as disputas vão sendo levadas de rodo em direção a um precipício já nosso companheiro de outrora.

O velho Avaí dos últimos tempos voltou a nos deixar com uma pulga atrás da orelha, de que temos ainda muita maré para remar e muito chão a correr.

A jornada dita pelo velho William não vai ser apenas longa, será indigesta, dificílima e cheia de buracos. Iguais ao da zaga mexida e revirada desnecessariamente pelo treinador.

E aí, faço o mea culpa: dizia que os problemas anteriores eram Chico Lins e Arini, que não davam conta dos vestiários.

Conversa!

As cozas que o Avaí deixa de fazer já viraram hábito. É o velho Avaí de sempre.

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