The Avaí Kids

O futebol é carregado de algumas máximas as quais, ao longo do tempo, são definidas, disseminadas ou esquecidas conforme o vento que sopra. Em algumas vezes, são ventos de interesses. Em outros, são as brisas da bipolaridade tão comum dentro das torcidas. De qualquer clube de futebol, diga-se.

Normalmente, contudo, a crítica é soberanamente baseada nos resultados: boa, quando se vence, ruim, quando se perde.

Quero dizer, antes, que sempre defendi que times em formação, aqueles de começo de temporada, devem ter uma quantidade maior de jogadores da sua base, ao invés de singelos estrangeiros ou poderosos medalhões. Um ou outro cabra veterano e mais nove ou dez jovens. Se possível recém saídos das categorias sub-qualquer coisa.

E por que isso?

Ora, o início de temporada requer preparação física mais forte e empenho motivacional além do natural dos atletas. E é importante começar bem qualquer campeonato, criar determinação, ir-se acostumando àquela competição e deixando os adversários mais fortes para trás. E isto só é possível com um grupo de jogadores bem treinados e com vigor físico além da média, ou seja, com jogadores mais jovens e com vontade e disposição para aparecer no cenário da bola.

É sabido pela fisiologia e pela ciência do esporte que a musculatura se solta, fica elástica e condicionada a um ritmo mais competitivo quando é relativamente nova, ou quando é bem alongada após sucessivos treinos. E, dificilmente se consegue um bom desempenho com jogadores mais rodados logo nas primeiras partidas, coisa que um jovem já adquire no segundo ou terceiro jogo.

Muito se reclama que o Avaí, que tem uma boa formação de atletas, não os usa no time principal. Todavia, quando usa, são olhados com mais rigor do que seria com um medalhão conhecido. “ele tem que se acostumar à pressão”, diz o entendido que não perdoa erros quaisquer.

Se errar uma jogada, não serve para aquilo. Recomenda-se que invista no estudo e abandone o futebol. Se acertar, será comparado de imediato ao craque do passado, ou ao ídolo que ainda não estreou, porque está em preparação ou algo que o valha.

Se acertar e for negociado logo em seguida, é porque o clube não sabe aproveitar prata da casa. Se for negociado após o campeonato, o clube deve vender por um valor astronômico, nada de ninharias ou trocos de armazém, falam os economistas da bola.

O fato é que o futebol é dinâmico e precisa, sempre, de novas caras e novos valores. E, acima disso, paciência de todos os lados.

O Avaí consegue, neste início de temporada, dar um ânimo à torcida e jogar a favor da instituição. Usa sua prata da casa com responsabilidade e dedicação. Vai lapidar bons valores para o futuro e mostra inteligência na prática adotada.

Cabe agora à parte entendida de futebol presente no entorno da Ressacada compreender a situação a ajudar o clube nesta postura. E que se deixe para detonar a nossa gurizada lá em 12 de dezembro. O que eles precisam agora é de apoio e oportunidade. Nada mais que isso.

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