Os bares da Ressacada: questionamentos à direção

É do conhecimento da maioria dos torcedores que frequentam a Ressacada o atendimento precário nos bares que nos servem. Por esta razão, um grupo de torcedores elaborou uma petição e colheu assinaturas eletrônicas de sócios e conselheiros, no intuito de questionar a direção do Avaí acerca do andamento dos processos para a melhoria nestes serviços. Abaixo segue a cópia do texto da petição, que depois foi encaminhada ao presidente executivo do clube, Sr. Nilton Machado, e ao presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Alessandro Abreu, com as devidas assinaturas eletrônicas colhidas. E mais abaixo estão as respostas devidas dadas por eles.

Acredito que este canal de negociação deva ser mais bem explorado pelos torcedores, uma vez que é para eles que os serviços deverão ser prestados. Assim, o espaço para esclarecimentos e sugestões está sendo aberto e devemos aproveitá-lo da melhor maneira possível.

 

Texto da petição:

Prezados senhores

Há muito tempo que a situação dos bares da Ressacada é um território estranho e de difícil compreensão. Nosso conhecimento sobre como se administram e quais os recursos direcionados ao Avaí é nulo. Em nossa avaliação, não existe uma prestação de contas, quem gerencia o processo e qual o retorno. Sem fazer juízo de valor, sugere-se, dada a situação, que não se dá a devida importância a algo tão relevante em nosso estádio, haja vista que a demanda requer serviços dessa ordem prestados com uma qualidade, no mínimo, razoável.

Em razão do exposto, na qualidade de sócios contribuintes do Avaí Futebol Clube, estamos, mui respeitosamente, requerendo aos caríssimos conselheiros os devidos esclarecimentos sobre como funciona este segmento atualmente e quais as iniciativas para aprimorar tais serviços.

Justificam esta solicitação os seguintes aspectos:

1 – A maioria dos torcedores, em face ao acesso ainda precário à Ressacada, passa muito tempo no estádio em dias de jogos. Chega-se com antecedência e sai-se muito tarde, independente do dia, hora, ou competição. Isso requer, pelo menos, uma reposição alimentar decente ou hidratação adequada.

2 – O atendimento nos bares é ruim, devido à demanda, mas também pela falta de opções, e obriga os torcedores a perder tempo além do normal, ou aceitar ser atendido de “qualquer jeito”, na tentativa de obter algo que sacie suas necessidades alimentares imediatas. O desrespeito é gritante nesses momentos, principalmente no intervalo dos jogos.

3 – Os produtos oferecidos aos torcedores concorrem contra todos os princípios de uma alimentação digna, sugerindo-se que o desprezo a estes propostos  e cuidados com a saúde seja pela inclinação natural de também se dar pouca importância a torcedores de toda ordem, em qualquer atividade.

4 – Quem habita em Florianópolis, e em seus arredores, sabe perfeitamente que vivemos numa cidade onde a gastronomia assumiu uma importância relevante. As opções para todos os gostos e necessidades satisfazem boa parte da população e também os visitantes. Seria natural que se encontrasse, também, num estádio como o nosso, como um representante da Ilha de Santa Catarina no cenário esportivo nacional, os mesmos atributos do segmento alimentício vistos no restante da região ou, ao menos, algo similar e adequado.

5 – Certamente, uma das razões de nossas dúvidas, reside exatamente no faturamento quanto à exploração destes serviços pelo Avaí Futebol Clube. Temos informações de dinheiro indo para o ralo, com o negócio sendo gerido por funcionários do clube, com suspeita de um cartel sendo montado, com comentários que correm pelos arredores da Ressacada sem qualquer cerimônia, o que é muito sério. Isto deve, até por questão ética, ser devidamente esclarecido, uma vez que o Avaí Futebol Clube não pode conviver com uma situação desta natureza, se o que se diz é verdade. Isso é muito grave e requer uma resposta imediata. O “sentimento” de que estamos jogando dinheiro fora e por razões obscuras é enorme e, supomos, que provavelmente seja um juízo que não pode, por atentar contra a inteligência, ser fiel à realidade.  O Conselho precisa, dadas às suas prerrogativas, investigar a fundo a situação e esclarecer à comunidade.

6 – Reiteramos que nossa preocupação é em prol do clube que amamos e cuja contrapartida seja suficiente em igual proporção aos anseios por dias melhores à instituição, e por pensar que coisas de tal natureza colaborariam para um diferencial em nosso estimado reduto, o Estádio da Ressacada.

Certo de que a presente solicitação surta os efeitos desejados pela imensa nação avaiana, assinamos: E seguiram-se as assinaturas.

Resposta do Sr. Alessandro Abreu

(…)a situação dos bares já foi discutida entre o Conselho e Diretoria Executiva e está sendo preparada uma nova concepção para os bares. Conversei com o Nilton hoje mesmo sobre isso. 

A ideia é que no campeonato Catarinense já tenhamos novidades. O processo será transparente e com regras claras para quem queira participar.

Resposta do Sr. Nilton Machado

(…) O tema bares e lanchonetes está sendo tratado há alguns meses (o serviço é mesmo péssimo e se resume, ao final, em pastelarias); recebemos propostas diversas, discutimos mais de uma vez na Diretoria e, depois de analisar a última proposta de terceirização com empresa especializada, após parecer do Jurídico, entendemos que não era satisfatória para o atendimento que desejamos aos nossos associados e torcedores. 

Há dois meses, decidimos, então, que o Avaí providenciará a reorganização direta dos bares e lanchonetes, estabelecendo um padrão de atendimento, com padronização de embalagens, preços e produtos, assim como cadastramento e uniformização dos operadores.

Para tanto, o marketing está ultimando a elaboração do material padronizado – com espaço até mesmo para patrocinadores visando exploração da marca Avaí – e os Diretores Comercial (Luciano Correa) e Administrativo recem empossado (João Maurício Cândido), estão à frente do projeto com a missão de expedir aviso público – na semana vindoura – para os interessados na exploração, sob nossas e novas condições (agora tendo em vista o regramento estatutário de proibição de contratação de parentes de colaboradores e diretores).

Discutimos ainda ontem, na reunião da Diretoria uma questão crucial: qual a forma de controle para arrecadação? Hoje, cada bar e lanchonete paga R$ 0,50 por pessoa que passa pelas catracas do respectivo setor. Vamos continuar com este critério (claro que aumentando o preço por pessoa) ou cobrar por produto vendido? 

De qualquer forma, haverá reserva para o Avaí em relação à venda de cerveja, caso seja aprovada sua venda dentro do estádio.

Se quiser e puder colaborar, sugestões será bem vindas, podendo remetê-las diretamente aos Diretores Luciano e João Maurício!

Atenciosamente, Sempre Avaí!

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