Ferramentas de trabalho

É muito fácil ser comentarista de resultados. Torcedores, donos de blogs e jornalistas de rádios e TVs com esta prática são os mais bem vistos pela patuleia insonsa. Querem, sempre, surfar colados na audiência.

Se o time ganhar, o mundo é alegre, tudo é lindo e maravilhoso, o céu é azul e a Lua é sestrosa e dengosa. A felicidade deve ser compartilhada. Publicam até livros.

Se o time perder, falarão aquilo que todos querem ouvir, que é detonar treinador, chamar goleiro de frangueiro, esse ou aquele jogador de pereba e mantém o estigma de sempre destroçar diretorias. A raiva tem que ter culpados.

A pessoa que comenta resultados não possui uma opinião abalizada. Não tem critérios e falta-lhe argumentos sólidos para fazer uma crítica. Por isso é mais fácil. Qualquer besteira que diga será louvada.

Ora, o time do Avaí, para o qual eu torço, está jogando um campeonato. Ele tem capacidades iguais a quaisquer outros times do Brasileirão. Perde, ganha ou empata de acordo com os jogos que se apresentam. Está defendendo as suas possibilidades. E pelo que tenho acompanhado, tem feito boas partidas, embora outras ruins de dar dó.

Kleina erra e acerta dentro de suas capacidades. Gamalho fará os gols de acordo com as circunstâncias. Ele não é deus. Camacho jogará bem ou mal como convém a qualquer jogador de futebol. Até Marquinhos Santos e Émerson, tidos como atuais ídolos e torcedores em campo, que têm suas limitações físicas, não são as últimas bolachas do pacote. Mas nenhum dos jogadores avaianos fugirá dos seus desafios. Não lhes interessa. Eles têm as suas ferramentas de trabalho e devem saber usá-las. Convém que usem-nas bem.

O que nos falta, portanto, é equilíbrio. É fazer apostas nos jogadores certos. É se manter determinado e com o foco definido. Concentrado. Decisivo.

Jogar um campeonato brasileiro exige esforço e mais um pouco. Se houver cansaço, deve- se correr ainda mais. Deu cãibra? Levante e jogue! Não tem vida fácil para nenhum dos vinte times deste campeonato e para o nosso não seria diferente.

E eu tenho visto este time do Avaí se comportar assim. Com força, esforço e dignidade. Defendendo como pode as suas cores. Ultrapassando dificuldades como o Leão que é.

Elogiar como se fôssemos o Real Madrid, a cada vitória, é ser patético. Execrar o time nestas derrotas, achando-se conhecedor supremo, é jogar para a plateia. É querer lugar como dono da verdade. É buscar seguidores.

Eu, que não comento resultados, afirmo: o Avaí fará história neste campeonato. Só os torcedores leais, aqueles que não abandonam o clube, confirmarão.

E se não fizer, paciência. Isso é futebol. A vida segue.

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