Nas marolas do rádio

O Avaí foi jogar contra a Ponte Preta, nesta quinta-feira, pelo campeonato brasileiro da série A, lá em Campinas e perdeu.

Sim, jogou fora de casa.

Sim, a Ponte Preta, nesta temporada, é o melhor mandante e até algumas rodadas estava no G4.

Sim, estamos jogando a Série A, onde vencemos uma em casa e perdemos outra fora.

Portanto, aos críticos sem noção e oportunistas de plantão mando um ligeiro VÃO SE FERRAR!

Às vezes, a gente tem que perder um pouco a compostura (que já me é rara!) e fazer entender aos incautos e analistas chinfrins que estamos jogando um campeonato duro, difícil e equilibradíssimo. E estamos sobrevivendo. Temos jogado o campeonato com a força dos lutadores e a obstinação dos combatentes. E sendo abusados contra os formadores de prognósticos e fazedores de frases de efeito.

As dificuldades dentro da Ressacada são imensas, que ninguém se engane.

É preciso lembrar, também, muitas vezes: NÃO SOMOS O BARCELONA.

Mas, ao que parece, pelas frases ditas, pelas críticas assumidas e devido à decretação de nossa queda já, no primeiro turno, a gente tem que chamar a atenção para isso. Há uma porção de deslumbrados por aí achando que vamos ser campeões brasileiros e uma derrota pode nos tirar o título.

O principal culpado, por sinal, é o técnico avaiano, cuja sina inglória está sendo traçada por ter ousado peitar alguns decanos da mídia calhorda que nos serve. Esta mesma que decreta o Avaí como o pior time do campeonato e seguida por insanos inconformados.

O técnico avaiano tem errado na mesma medida que tem acertado. Sua conduta à frente do Avaí não é omissa. Tem tentado se virar com falta de entrosamento, haja vista que a cada rodada sempre há um ou dois jogadores fora do grupo. Ninguém sabe qual o time titular do Avaí e não se ponha, injustamente, culpas no treinador, que isso fique bem claro.

E é este o mesmo técnico, ao qual pediram a cabeça numa bandeja por causa de uma derrota contra um time cascudo e jogando fora de casa, quem deu um nó tático no Fluminense candidato ao título, dentro de casa. É do futebol, cacete! Lamentamos, claro, era importante vencer este jogo, mas os maus amados já fazem terra arrasada. Os inconformadinhos pedem a demissão do técnico, o encerramento do contrato de alguns jogadores e a deposição do presidente.

Já se disse uma vez que o grande mal de um clube de futebol não é falta de dinheiro, campeonatos cascudos ou má gestão, mas cérebros vazios no meio da torcida e uma mídia calhorda que preenche estes vácuos existenciais.

A hora, portanto, não é execrar tudo e mandar fechar a Ressacada, como querem alguns fracassados, mas sermos torcedores não apenas da boca pra fora. E parar de dar trela para migueis e robertos, o que já seria uma grande iniciativa.

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