Personas non gratas

Se tem uma coisa que sempre me incomodou é o papel da mídia na condução das coisas na sociedade. Os jogos de interesses, as segundas intenções, a parcialidade constroem e definem projetos, ou impedem que outros se expressem. Em qualquer segmento da sociedade, diga-se. E se tu achas que isto é apenas implicação de minha parte (e de outros que reclamam disso), fique sabendo que tal postura da conduta midiática já foi tema de estudo.

Neste texto (clique aqui), o autor revela que o procedimento segue normas estabelecidas em redações e as linhas editorias servem a senhores com poder de decisão. Isto é fácil de entender, para quem quer entender: a informação tem poder e quem a detém define comportamentos sociais.

Ora, quando um jornalista perde seu espaço, e poder, ele naturalmente remonta seus mecanismos de controle. É seu emprego que está em jogo. É a sua influência. Ele precisa voltar a definir posturas para se manter inserido no contexto.

Vimos, nesta semana que passou, como tal determinação é mais factível do que se imagina. Um colunista da rede de comunicação gaucha que quebra um galho de entretenimento por aqui, aventou a hipótese de que o treinador do Avaí escalava jogadores sob o mando de empresários. Insinuou que dentro da Ressacada não havia comando. Inferiu que nosso clube era alugado.

As reações tanto do departamento de futebol como do treinador não poderiam ser outras para quem não cala e nem consente. Replicaram com energia, como deve ser feito por quem não tem o pau de galinheiro sujo. E o técnico do Leão, como um homem honrado deve fazer, ainda afirmou que acionará o departamento jurídico para reverter o suposto estrago feito pelo colunista. Ao menos os danos morais.

A pergunta que fica é: qual foi a intenção da total falta de inteligência cometida pelo jornalista? Sim, ele jogou no ar uma informação falsa.

A resposta é bem simples: se um jornalista depende de notícias para vender jornal e se, para se manter em evidência, ele necessita deter a informação, como explanei aí acima, nada mais natural que houvesse tropeçado nas palavras. A isto se chama desespero. O Avaí tem sonegado informações cruciais e eles, o pessoal da mídia, sentiu a água bater no fiofó. Exceto por alguns alucinados existenciais dentro do clube, carregados de vaidades e obesos de ego, a maioria dos dirigentes quer levar um trabalho sério. E, uma destas prerrogativas, é limitar o espaço da mídia dentro do clube. pelo menos desta mídia interesseira e parcial.

O colunista, por sua vez, pode ter sido infantil, mas não é tanso. Alguém, de dentro do clube, está remando contra e ele aproveitou o fuxico dado, é o que se presume de imediato.

Qual a decisão a ser tomada pela direção?

Primeiro, processar pedagogicamente o colunista. Mostrar respeito. E, depois, aplicar as mesmas medidas a blogueiros e torcedores que só querem o mal do clube e emitem opiniões de caráter nocivo às coisas do Avaí. Além, é claro, de fechar (demitir!) sumariamente os supostos ralos por onde vazam as informações de dentro da Ressacada.

A hora de decisão é esta, para manter as coisas nos trilhos e não ser mais conduzido por agentes externos. Ou internos. O Avaí é um institução tradicional e com uma história a ser zelada. Por isso, merece respeito, seja por todos os lados.

Anúncios

2 comentários sobre “Personas non gratas

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s