Inflação de bobagens

As bobagens ditas pelo colunista da Rede de Sonegadores e repetida nas redes sociais, e também por blogs de quem têm diarreia mental, tentou criar um clima ruim dentro da Ressacada nesta semana. Evidentemente que muitos interesses afloram. Há os interesses de quem tem que dar satisfação a patrocinador (principalmente se for um time de futebol, e adversário), há os interesses de defensores de jogador (mas não do clube), e há os bocós que adoram apagar fogo com gasolina. Ou maria-vai-com-as-outras, sei lá.

O fato é que o mundo do futebol é sórdido. Disso ninguém duvida. Time que ganha é levado nas costas como princesa no deserto e time que perde é chutado mais que bêbado em velório. No meio disso sobram os que, efetivamente, pensam somente e apenas no clube, chateados pela forma como as coisas são conduzidas, tanto pela diretoria como por estes ruminantes ao redor.

Estamos falando do Avaí Futebol Clube, uma entidade do mundo do futebol com uma enorme tradição e importância em nosso quintal, mas que para o cenário nacional tem que remar com remos de chumbo, e para o cenário internacional é um grão de areia no deserto do Saara.

Se em clubes como Flamengo ou Corinthians, uma crise abala por uma semana o bem-estar da instituição, corrigida facilmente com vitórias em campo e com um ou dois campeonatos (ou ainda com premiações da Rede Globo), em outros como o Avaí um espirro mal dado pode comprometer anos de trabalho e dedicação. A coisa é muito séria. Estamos ainda buscando nosso lugar ao sol andando de guarda-chuvas e com o céu nebuloso. E, ainda assim, aqueles que se dizem mais próximos adoram meter a faca para fazer a ferida sangrar mais ainda. Se o paciente pode morrer de câncer, eles oferecem um coquetel de sangue contaminado com vírus HIV.

Não que o Avaí não corra o risco de escorregar com o piso molhado, mas precisa esticar uma corda para ele tropeçar?

Claro que um empresário que ofereça o seu cartel de jogadores ao clube deseja que seus atletas pisem os gramados toda rodada. Isso é assim desde que Moisés subiu a montanha com seu cajado (alô, Assis). Natural e normal. Mas é muito diferente de se afirmar que ele obriga o treinador a colocar X ou Y em campo. Gente como Kleina, Geninho e assemelhados não permitiriam isso, pode ficar certo, leitor.

Entretanto, como sempre digo, se quiser ajudar, construa uma rede de otimismo. Vá a campo e incentive o time. Apoie o que puder. Mas, se não, pelos menos não atrapalhe, porque a coisa não é tão fácil pra ficarmos levantando toupeiradas e sandices.

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