A parte que nos cabe neste campeonato

O resultado entre Avaí e Palmeiras foi ruim para as nossas pretensões? Não! Foi um resultado esperado. Honestamente, já dava como fatura liquidada para o time paulistano esta partida desde o início. O jogo serviria, isto sim, para aprimorar o entrosamento tanto da marcação como da criação. E é o que está sendo visto. Pouco a pouco vamos construindo um time.

É preciso dizer que o campeonato brasileiro é cascudo. É difícil e equilibrado, tanto que desde o seu início até boa parte do segundo turno não se consegue dar um prognóstico de quem chega na frente e quem é rebaixado. Em algumas temporadas, vimos tudo isto ser decidido na última rodada. Portanto, com 1/3 do campeonato ainda sendo jogado, fazer terra arrasada como muitos torcedores estão fazendo é precipitado. Muita coisa vai rolar por aí ainda. E para todo mundo. Relaxa e curte, mô nego!

Quem me disser qual o time titular do Avaí ganha uma coleção de selos da Malásia e uma caixa de balas queimada da venda do Seo Maneca. Não temos. Se percebe uma formatação de time, isto sim. Acredito que tenhamos achado um meio de campo. E o ataque pode ser este aí, desde que o cabeça dura do Anderson Lopes acorde para a vida e o Seo Batoré largue as pizzas e os pastéis.

Renazinho, Rômulo, Tinga e Claudinei não comprometeram, com destaque para o lugar-comum que é o menino de 17 anos, já enchendo os olhos de todo mundo. Renan Oliveira teve bons lampejos. William teve raras jogadas de boa finalização e Anderson Lopes precisa entender que Cristiano Ronaldo só tem um no mundo. Assim, meio campo e ataque estão se achando, ainda que precisem ser mais efetivos. Há criações de jogadas e até boas finalizações. Estamos pecando em detalhes, em ajustes simples, e concorre contra isso o entrosamento, que ainda não é perfeito, e um treinamento mais consistente.

O ponto forte deste time do Avaí são as nossas laterais/alas. Isto deveria ser mais bem aproveitado e explorado, tirando a carga de armação de jogadas e decisão do meio/ataque. A palavra equilíbrio ainda está longe de ser dita para este elenco. Todavia, vejo perspectivas.

Agora, é preciso ser dito que nosso ponto fraco, fraquíssimo por sinal, é a nossa defesa. É a dividida da primeira bola que chega lá atrás e a recuperação do grupo. Rebotes nem se fala. Wágner já está naquela condição de sentar num banco. Suas falhas estão cada vez mais gritantes e já comprometem o trabalho do grupo. Jeci tem sido regular, mas longe de ser um zagueiro perfeito. E se a turma execrou o coitado do Jubal, então teremos críticas ferozes contra o zagueiro Émerson, não é isso? Até por uma questão de coerência. Sua volta está longe, mas muito longe daquele jogador que fez nome e botou placa na Ressacada. Eu, que sou admirador de seu futebol e principalmente de seu caráter, lamento demais esta situação. Mas, conformemo-nos, não é e não pode, atualmente, ser titular deste time.

Apesar disto, da campanha meia calabresa, meio quatro queijos até agora, tenho esperanças. Basta que por duas partidas o mesmo grupo jogue junto e que as finalizações caiam dentro da rede e não do lado de fora. Um ou dois jogos com vitórias em sequência e ainda vamos fazer história neste campeonato. Pode favoritar.

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