O acerto nas escolhas

Não fiz e não faço coro com quem apostava numa campanha ridícula do Avaí nesta série A. Dado como já rebaixado no primeiro turno por aqueles mau-amados já velhos conhecidos, o time da Ressacada vem demonstrando que, sim, pode almejar uma posição de destaque a ser comemorada lá no fim do ano.

Aliás, desde a primeira rodada, e até muito antes, eu já vinha dizendo isso, que era apenas questão de tempo para algum acerto. Faço o papel de torcedor, ora bolas, o de ver o copo quase cheio. Esse negócio de ser muito lúcido e de não tapar o sol com a peneira eu ponho de lado ou jogo no vaso sanitário.

Estamos quase cumprindo o primeiro terço do campeonato. A tarefa não tem sido fácil. Cometemos dois erros clássicos e fomos punidos pela bola. O primeiro foi entrar com muita gana e sem cuidados contra o Galo Mineiro e levamos uma traulitada. O segundo foi achar que o Grêmio era um bicho-papão e nos acovardamos, deixando que eles jogassem à vontade logo no início de jogo. O resultado você aí, leitor, já sabe, e agora poderíamos estar numa posição bem mais confortável no campeonato. Virão outros erros e, por isso, o Avaí deve buscar condições de reverter a situação.

O Avaí vai encontrar um ponto de equilíbrio para o restante da competição. Minha sugestão é que aposte mais na velocidade dos alas/laterais, na saída de bola dos volantes Pablo e Eduardo Neto, na força ofensiva de Anderson Lopes (quando quer jogar!) e na definição de André Lima ou mesmo de William. Porém, é preciso investir numa armação de jogada mais efetiva na meia cancha.

Os adoradores do Marquinhos usam tapa-olhos de cavalo de padeiro e não conseguem enxergar que há muito tempo o nosso meia de referência não joga nada. Lento, sem força e apático em alguns jogos, Marquinhos tem sido peça nula nas diversas partidas. Dependemos de um escanteio que acerte a cabeça de alguém, ou que finalmente ele faça o tal pretendido gol olímpico. Ou ainda que seu dedão acerte a orelha da bola e faça algum gol de falta. No mais, são lampejos de quem já decidiu jogos.

Mas Marquinhos tem o seu valor, pois uma jogada com a sua qualidade técnica e experiência, que tem de sobra, pode decidir uma partida, isso é indiscutível.

Vivemos num “quem sabe”. Seu final de uma carreira vitoriosa no Avaí não pode se resumir a isso.

Por isso, creio que o técnico Kleina tenha a solução e que não é muito difícil de empregar: a entrada de Juninho neste meio de campo. Sim, eu sei, o leitor vai dizer que não podemos jogar com 12 jogadores. Alguém será sacrificado, portanto. Um meio com Marquinhos e Juninho é perfeito, mas perderemos a saída de bola de Pablo. Claro que Eduardo Neto não pode ser preterido, de forma alguma, pois tem sido o jogador mais regular deste time nas últimas partidas. Nem pensar em tirar Renan da frente da defesa. Anderson Lopes tem o seu valor no ataque. E precisamos de um camisa nove de qualquer jeito lá na frente, seja André Lima ou William.

Uma solução para se pensar e treinar é usar um meia como Rômulo, Juninho ou mesmo Denner, como homem de ataque, mas o desgaste da turma seria muito grande.

Portanto, quem terá que quebrar a cabeça é o técnico do Avaí. Para isso que ele foi contratado.

Eu, com muito, apenas dou meus palpites.

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