Quem duvida do Avaí é tanso

As histórias de guerra, as histórias de conflitos ao longo do tempo, sempre mostraram que ao se enfrentar os exércitos mais cascudos deve-se ir com cautela. Não é diminuindo ou baixando a autoestima, mas ter cuidados. Contudo, sem perder a ambição da conquista. Poderia aqui fazer uma lista enorme de guerras onde o exército mais fragilizado foi vencedor, desde que esqueça a soberba e tenha as precauções necessárias.

O Avaí foi ao Morumbi enfrentar o líder do campeonato. E que era o São Paulo, apenas isso. Jogar no Morumbi, contra o São Paulo, exige cautela dos seus rivais mais próximos. Jogar no Morumbi, contra o São Paulo, pede que os técnicos dos times mais tradicionais do futebol brasileiro se precavenham. Jogar no Morumbi, contra o São Paulo, pede que se diga “ó, aqui é complicado”.

Mas a sanha barcelonista impregnada no meio da torcida do Avaí, disseminada pela mídia abobada e repercutida por seus ouvintes mais sonsos, exigia que o Avaí fosse ao Morumbi, desse as cartas, jogasse como um Bayern e voltasse com três pontos. E se possível dando espetáculo.

O São Paulo ganhou do Santos, do Grêmio e da Chapecoense fora de casa nas três últimas rodadas. E vinha enchendo os olhos de quem gosta de bom futebol. Mas, ainda assim, se achava que dava para o Avaí ir ao Morumbi impondo respeito. O Avaí jogando com marcação forte e esperando o adversário tinha postura covarde, dizia a legião de entendidos de futebol.

Não estou falando que deveria ir de cabeça baixa e já esperando um derrota. Era apenas uma questão de jogar com os devidos cuidados. Quando vejo estas teses furadas sendo difundidas, eu me incomodo. Claro que cada um pode dar a opinião que quiser. Mas as opiniões com caráter de verdade, geralmente incomodam. Primeiro, porque incendeiam quem já está a fim de tumultuar. E, depois, atrapalham os trabalhos feitos com dedicação e apreço.

Só para lembrar, antes do campeonato se queria que houvesse contratações de peso. Que o Avaí fosse ao mercado e trouxesse nomes tarimbados do cenário nacional. As contratações feitas, como se gosta de dizer, não agradaram à torcida. E, dessa forma, continuando assim, o time seria rebaixado já no primeiro turno. Isso resulta em má vontade e desmerecimento para quem já está no elenco. Os jogadores, dessa maneira, têm que jogar mostrando serviço no limite do talo. Tem se “se provar”. E depois sair dando respostas e mostrando o dedo do meio pra todo mundo. Como fez nesta partida o André Lima após o gol. A tal zona de conforto, aquela que dá tranquilidade e condição de jogo, é mexida e o que poderia ser mais fácil se torna uma carga pesada a ser conduzida.

Eu, como sou um cara tachado de polêmico, que vivo entrando com os dois pés, que não aceito opiniões contrárias, um babaca e imbecil, tudo dito por quem entende mais de futebol do que eu, vou apenas me deliciando com essas coisas.

E o Avaí, que é para quem eu torço, vai dando as suas respostas para quem não acredita.

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