Os vilões são os outros

Eu nunca fui adepto da violência, mas também não sou partidário do politicamente correto. A vida, meu caro leitor, é uma bomba-relógio atrás da outra e se você não estiver preparado para desarmá-la, acabará se ferrando. Os exércitos orientais, por exemplo, treinavam suas tropas com lutas violentas e mortais, não para sair trucidando o inimigo, mas para estar preparado a todo e qualquer ataque. Um samurai que não estivesse devidamente treinado para uma batalha nas diversas artes marciais, era seriíssimo candidato a ficar pendurado no varal de sua aldeia, com vísceras expostas. Na Arte da Guerra, livro de auto-ajuda reverenciado por uma porção de bobocas que se arrepia diante de uma barata, o general Sun Tzu ensina a botar o terror no dia a dia, que é para o abobado sobreviver aos percalços da vida.

Marquinhos Santos, o craque de alguns, mas não para mim, que isso fique bem claro, foi mais uma vez levado aos tribunais por outra conduta indevida dentro de campo. Até aí, apenas algo corriqueiro na vida deste jogador avaiano. Ocorre que uma legião de sabichões criados a leite-de-pera e toddynho light se insuflou contra ele. Apontaram os dedos e enfiaram a faca no jogador avaiano sem nem mesmo entender o contexto.

Como eu disse, sou avesso à violência e mesmo à desídia no comportamento diário. Todos nós temos responsabilidades, conosco e com os nossos. Critico estas intempestividades do capitão do time do Avaí. Mas, de forma alguma, numa partida de futebol, com o sangue fervendo, com uma rivalidade exacerbada, se pode condenar um, sem ao menos fazer cara feia para outros. Todos, numa briga em campo, são culpados. As cores de cada camisa ficam ao largo. Era para se ter enquadrado Marquinhos e mais uns dez naquela confusão, inclusive o técnico falastrão que assassina a gramática.

O que tentaram fazer com Marquinhos é algo de rixa antiga. Vingancinha barata de uma imprensa calhorda, que tenta nos idiotizar e nos vomita mentiras dia após dia, tanto contra o clube, como contra um jogador que não lhes respeita. Que não lhes dá bola ou entrevistinhas exclusivas. E seguida por néscios sem causa e que só veem um lado da moeda, mesmo dentro de nosso clube.

Claro que espero que Marquinhos aprenda mais a se livrar destas armadilhas, algumas provocadas por ele mesmo, mas que também o entorno seja honesto e não nos tente vender um mundo cor de rosa, quando está cheio de trovoadas.

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