Somos muitos e um só

IMG-20150523-WA0018Em minha família temos gente que nasceu em Florianópolis e também em outros lugares. Há pessoas de todos os tipos. Altos, baixos, gordos, magros, morenos, galegos, carecas e cabeludos. Há crianças e adultos, mulheres e homens, casados e solteiros, veteranos e adolescentes. Temos tios, avós, sobrinhos, netos, pais, mães e filhos. Ou seja, temos gente de todo o tipo. E temos alvinegros e avaianos, como temos flamenguistas, vascaínos, corintianos, chapecoenses, futebolistas, basquetebolistas, voleibolista e gente que não está nem aí para os esportes.

IMG-20150523-WA0004Em minha família temos seres humanos, com todas as suas igualdades e diferenças. Com todos os seus problemas e soluções. Com todas as suas metas alcançadas e projetos a fazer. Fazemos parte do grupo dos habitantes do planeta.

Eu, particularmente, admiro as coisas da natureza, por formação e por gosto pessoal. E fico a pensar  no quanto ela, a natureza, pouco se importa com as diferenças. Com as diferenças que nós, humanos, gostamos de exaltar. A Natureza não decide o que deve vir na frente ou o que deve estar atrás. As coisas, na natureza, apenas existem, com todas as suas semelhanças e diferenças.

Dia destes observei um mapa do universo e percebi o quanto o nosso planeta, o nosso quintalzinho azul que sofre influência do sol, é pequeno e simplório. Para ir de um ponto a outro em nossa galáxia, nas cercanias da nossa vizinhança, levaríamos por volta de 400 mil anos. Isso viajando à velocidade da luz, uns 300 mil quilômetros por segundo. Muita coisa pra quem se acha muito importante.

E aí vemos gente ridícula brigando por causa de time de futebol. Querendo impor que a sua opinião, as suas afirmações, e que o seu time e as cores de sua agremiação seriam mais importantes e únicas do que todas as outras existentes por aí. E isso é tão grave e tão contundente que, nos dias atuais, envolveu-se até polícia e ministério público, só para dizer “tolos, isso é apenas futebol”.

Que tal se essa gente tola olhasse para cima, para o universo que nos contempla, e percebesse que somos uns nada. E que brigar por coisas tão sem sentido não nos leva a lugar algum. Que as diferenças existentes por aí apenas enriquecem a natureza e o mundo ao redor.

Em minha família, gostamos de futebol. E sabemos que futebol é coisa pra homem. Para mulher. Para crianças. E para todos os cidadãos que gostam de se divertir. Não é para moleques mimados, donos da verdade e brigões que se acham maiores que o próprio universo que os rodeia.

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