Entrevista com os vampiros

Um desastre! É assim que a gente pode definir a entrevista do presidente do Avaí ao programa de fofocas exibido na rádio pertencente àquela rede acusada de sonegação de impostos.

Para quem não sabe, a palavra DESASTRE deriva do grego antigo e significa “estrela má”, ou seja, algo que nos leva a algum evento ruim, seja internamente ou relacionado a pessoas ao redor, proporcionado pelas ações humanas.

Assim, a entrevista do nosso presidente naquela rádio pode ter consequências inomináveis daqui para frente, haja vista que, significativamente, teremos a concepção de que não temos um líder, um comandante, alguém que possua a última palavra à frente do clube.

No âmbito do futebol isso é terrível. É o tipo de esporte que, sendo coletivo, exige responsabilidades. Não admite o “cada um por si”. Não se acerta sem um norte, uma referência, sem alguém que defina caminhos e rumos. O que se percebe, todavia, é que o presidente do Avaí segue exatamente esta trilha, a dos acéfalos, dos “sem cabeça”, dos sem autoridade.

Particularmente, não concebo alguém que bata copos ou sente à mesa de quem o tripudia. A pessoa que é insultada, ofendida, vilipendiada e depois dê tapinhas nas costas de seus desafetos é um bobalhão, um sem personalidade, sem identidade, sem noção. Falta-lhe amor próprio. Eu, por exemplo, que já fui insultado por uma porção de bobalhões nas redes sociais por ter uma opinião, jamais sentaria ao lado de gente assim, de quem me chama de babaca ou outros nomes, por exemplo. Não é vingança, mas dar valor a si mesmo.

O presidente do Avaí está a dever satisfações à sociedade catarinense, aos investidores e, principalmente, à torcida do Avaí. Há coisas encalhadas acumulando o nível das águas prestes a estourar. Há necessidade de ele assumir, de fato, o comando do clube para o qual foi escolhido pelos seus pares. Ele deve resolver estas agruras dentro do clube, assumindo o seu papel de presidente, o cargo máximo numa administração. Tem que se fazer presente ali, dentro do estádio de tijolinhos à vista.

Entretanto, não é com agradinhos a quem nos quer mal, a quem sempre vê os lados negativos no Sul da Ilha, que ele irá fortalecer a sua personalidade e a sua conduta diante do clube. Não serão eles que nos ajudarão a sair das nossas dificuldades e, se possível, nos afundarão mais ainda, que isso fique bem claro.

Definitivamente, o presidente do Avaí, uma estrela desfocada e sem brilho, fez um gol contra e nos desclassificou no campeonato do respeito mútuo.

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