É o regulamento, estúpido!

Torna-se hilária e ao mesmo tempo esquisita a final do Catarinense 2015, jogada entre Figueirense e Joinville. Se antes poderia tomar ares de dramaticidade e emoção, por se tratar de uma final, caso fosse jogada na bola e no campo, agora assume tons de picadeiro de circo, com palhaços e bufões distribuídos para todos os lados. Como o Avaí fez força para não participar deste título, resta ficar de camarote e se divertir com a opereta que desfila por aí.

A história toda que vai se montando é curiosa e engraçada.

Nereu Martinelli, o presidente do JEC, por exemplo, tido até ontem por entendidos do futebol como o melhor presidente que já passou por estas terras barrigas-verdes, não encontra um buraco para se enfiar, face à trapalhada do seu departamento de futebol e da preguiça da Federação por não tê-lo alertado quanto ao jogador irregular. Aliás, se Nereu, hoje, é o bambambam da vez, ontem era seu colega da Chapecoense, o que mostra que entendidos do futebol por aqui é igual a ovo no fiofó de galinha estéril.

O Figueirense, por sua vez, que se negou a jogar contra o combalido Avaí, demonstrando um medo incomensurável de não-sei-o-quê, esperava chegar na primeira partida contra o JEC voando e dando surra. Se preparou para isso. Chamou torcida, encenou uma carreata e distribuiu ingressos a rodo, tudo com o intuito de sair matando e se sagrar campeão já, dentro de casa.

A torcida, claro, não foi. A carreata foi uma fraude e os ingressos não saíram das gavetas. E por pouco não toma um coco dentro de casa do time do Zé Maria.

Mas, como a piada não teve graça, resolveram contar mais uma. Alguém, sem nenhum interesse, evidentemente, soprou nos ouvidos dos alvinegrados que um jogador do JEC, um monstro do futebol, um referência para Barcelona e Real Madrid logo contratarem, havia sido relacionado sem as devidas condições no jogo de classificação do pessoal da terra da garoa. Sabe-se que o guri nem jogou, ficou no banco para preencher espaço e não fez a menor diferença a sua existência no mundo naquela hora. Mas, era o cara a ser caçado e perseguido pelos figueirinhas, pois, é o regulamento quem manda. O advogado preto-e-branco teve esgares de satisfação ao descrever sua tese, se achando a última bolacha-maria do pacote naquele momento.

E fez-se a treva no melhor catarinense de todos os tempos. Não se sabe quem será campeão, ou se o campeonato será decidido no campo da bola ou no tapete do tribunal.

A piada final é ler e ouvir gente dos lados azulinos criticando este excesso do Figueirense pelo regulamento. Engraçado que até ontem, o regulamento nos favorecia a jogar sem jogar, a fazer de conta, a enganar os trouxas dos torcedores. Mas, para o pessoal da Shit Beach não serve. Para os avaianos do mangue serve, claro.

E segue o baile, ou melhor, o circo.

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