As aparências enganam

Diferente do que nos acostumamos a ver nestes dois últimos anos, a Ressacada bombou, pulsou e fez o time que mora ali ganhar bem do adversário. Fazia muito tempo que não sorríamos satisfeitos após uma vitória.

Em jogo válido pela Copa do Brasil, vimos um Avaí aguerrido, contundente em algumas jogadas, fatal em outras e eficaz na maioria das vezes. Claro que ainda vivemos momentos de sono e letargia, coisas que dominaram nosso Avaí nos últimos meses. Mas não resta dúvidas de que há algo de novo aparecendo no time do Sul da Ilha.

O adversário que parecia um Sampaio Correia com Brusque não era assim um Barcelona. Muito menos um Borussia. Muito longe de ser uma Juventus de Turim. Nem joga igual ao Real Madrid do Estreito, tido pela mídia local arrumadora de tabelas como o melhor time da galáxia. Mas o Operário do Mato Grosso de grosso não tinha nada. Mesmo com o Avaí dominando boa parte do jogo e sendo senhor das ações, ainda assim os adversários nos deram canseira. E mesmo se dizendo que poderíamos golear, em certo momento do jogo o caldo quase engrossou. Típico jogo de Copa do Brasil, portanto. Que ninguém se espante.

Não vou me alongar em detalhes do jogo, esquema tático e lances da partida, pois isso é coisa para especialistas e gente que entende.

Mas algumas coisas envolvendo esta partida podem ser levantadas:

– Primeiro: por que o empenho da mídia da Capital em adiar o clássico? O time doladelá não pode se cansar demais, é isso? O Avaí jogou pelo regulamento e foi criticado por eles? Pois eu critico porque sou torcedor. Mas e eles, os jornalistas?

– O criador de bem-te-vi, que se diz comentarista de futebol e atua por uma rádio local, disse que o time do Avaí não jogou uma boa partida, mas podia ter goleado. Bom, já percebeu, o leitor, que de coerência e futebol ele entende mesmo é de alpiste pra tico-tico.

– Foram feitas considerações por muitos entendidos da pelota, alegando que o Avaí vacilou em alguns lances. Mas esquecem que a partida realizada no Scarpelli não foi assim um primor e houve classificação na bacia das almas. A comparação é inevitável. Nossa classificação foi muitos anos-luz de distância de um sofrimento. Jogamos muito futebol nesta noite de terça-feira, essa é a verdade, pra quem se manteve na rabeira do catarinense boa parte deste ano. O que prova que dá pra tirar alguma coisa deste time.

– Torci para o Marquinhos fazer um gol. Sério! Ele merecia. A festa estava bonita e seria a cereja do bolo.

– E por último: passei a semana toda reclamando da intempestividade do Marquinhos, ao ele dizer as bobagens que disse contra a diretoria do clube, e não amenizei na minha crítica a isso. Fui atacado por todos os lados por seus idólatras desnecessariamente. Ora, foi só ele tomar os microfones, no momento em que recebia a justa homenagem do clube por seus 300 jogos, para imediatamente pedir desculpas por ser… intempestivo. Por falar demais e às vezes dizer o que não deve.

Dormi feliz! Gosto do Marquinhos.

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