As máscaras sem baile

Na festa das máscaras que veremos na Ressacada nesta noite de terça-feira, em jogo válido pela Copa do Brasil, certamente surgirão muitas alegorias e adereços. Afinal, não é por nada, um dos jogadores mais representativos da era Ressacada fará 300 jogos pelo Leão. No cenário do futebol mundial isso não é pouca coisa. Tem sua relevância e acompanha a consolidação daquilo que chamamos profissionalismo, em todas as esferas, e que é raro neste esporte.

Marcos Vicente dos Santos, o Marquinhos, o Galego, para unanimidade não serve. É um fato inegável. Querido e adorado por muitos, rejeitado por outros e idolatrado por alguns, ele gera polêmica a cada momento em que está presente. Claro que a responsabilidade de representar o Avaí eleva os ânimos, de quem quer que seja. E junte a isso uma avaianidade inegável e reconhecida, também os atos e consequências são enormes e muito além do compreensível.

Nos últimos tempos, com a pindaíba agarrada nas costas do Leão da Ilha a cada temporada, cobra-se dele, muito mais dele do que de outros jogadores, a capacidade de tirar o time de uma inércia derrotista e uma conjunção de fracassos. Como todo batalhador, acerta muito, erra mais um bocado e se mantém vivo para mais uma luta à frente.

Todavia, deve-se esquecer algumas turras, fechar feridas com o band-aid da boa vontade e comemorar esta passagem. Afinal, mesmo que o baile esteja raro na região dos Carianos, vontade de fazer festa o avaiano sempre teve. Enverguem suas máscaras e brindemos nossas alegrias. Se for possível.

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