O chorume cabeludo intempestivo

Se tem algo no mundo do futebol em nosso quintal, que fede e catinga por força das pessoas envolvidas, este é a instituição Avaí Futebol Clube. E digo força das pessoas porque mesmo se sabendo que não resolve nada ficar remexendo em crise a toda hora, ainda assim há gente que parece adorar expor problemas, manifestar conhecimento das dificuldades, alimentar bichos papões no porão e apagar fogo com gasolina.

Nos tempos do Zunino era assim, mesmo com o clube tendo se organizado e subido de nível no âmbito do futebol. E agora, depois que um grupo de maus resolvidos, fracassados existenciais enrustidos perdeu a última eleição, parece que a alimentação das crises se agigantou.

Não, não estou dizendo que não há problemas no clube. Seria um tapado se dissesse que está tudo bem, tudo resolvido. Pelo contrário, a quantidade de topadas e trapalhadas da atual direção é enorme. Parece que fazem força para manter a crise no ar também. Só a disputa do quadrangular do resto para se manter na elite (??) do futebol catarinense já demonstra que tem gente fazendo hora extra na Ressacada, e não é por extensão do horário de trabalho ao final do expediente. Uma questão importante a ser resolvida a tempo é acabar com as várias facções existentes dentro do clube. Isso não é democracia, como apregoam falsos entendidos, é urubu postado no muro esperando o cadáver se decompor para aproveitar a carniça.

É importante se dizer, contudo, que as responsabilidades dentro do clube são devidas a eles mesmos, aos administradores. Os egos e vaidades estão emperrando a máquina. O grupo de diretores e o seus órgãos Deliberativo e Fiscal tem que começar a se mexer. É deles que se espera que as coisas se resolvam. Dessa forma, não é com discurso de pedra no telhado de dentro da própria instituição que vamos sair disso. Caras feias e bicos esticados também. Se alguém de dentro do clube, que diz ser torcedor e amar a sua história, enverada pelo caminho da crítica estapafúrdia e intempestiva, ele está no lugar errado. Isto é muito claro.

E que as pessoas “de fora” entendam, também, que mexer demais nisso fede.

O Avaí parece aquele rio com galhos da última enchente atrapalhando o seu fluxo. Vai represando, as coisas vão se acumulando, o nível da água vai subindo, mas pouca coisa é feita para se resolver o problema que vai estourar ali na frente. Alguns oportunistas ainda ficam jogando gravetos e restos de lixo no rio, que é para saber até onde essa água vai. Muitos poucos são os que recolhem o esgoto, o chorume, a gordura que se acumula nas valas.

O Avaí precisa de paz. O Avaí precisa de união. Precisa de concórdia. Que os rancores sejam largados. A única verdade que eu conheço é que o Avaí é um dos clubes de futebol mais importantes de Santa Catarina. As outras verdades, a de cada um, pouco importam, não representam nada diante da grandeza deste clube. Atualmente fazemos parte dos vinte melhores clubes de futebol do Brasil, o que não é pouca coisa. Mas porque será que só no nosso telhado que as pedras caem?

Respeitemo-nos e demo-nos ao respeito. É o que importa.

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