A gangorra da bola

Eu não sou de usar fórmulas matemáticas para definir um jeito de jogar de um time de futebol. Elas até existem, mas muitos não sabem analisar e outros jogam no ar para posar de entendidos. Muito menos gosto de nomear ou colocar grifes num elenco. Já disse, incansáveis vezes, que time bom é o que ganha e time ruim é o que perde. É óbvio? Não, não é. Não existe nada mais certo no futebol do que isso e a quantidade de especialistas, pagos ou não, para dizer que este time que ganha tem qualidade e aquele que perde é composto por perebas, só perdem tempo.

O futebol é um jogo que traz, de carreta bi-train agarrada nas costas, tudo o que isso, a palavra JOGO, significa. Desde o acaso até fatores extracampo, tudo colabora para que um resultado no jogo de futebol aconteça.

Existe lógica no futebol? O time mais bem ranqueado, o de melhor campanha, aquele para o qual todas as apostas lhe garantam um êxito inegável vai ganhar sempre? Não. Todos nós, que acompanhamos futebol há anos, sabemos que não. O fator “caixinha de surpresas” é mais certo neste esporte que banana dar em cacho ou o sol nascer ao amanhecer. Assim, não existe time que perde de véspera por ser o pior da competição e nem o mais bem cotado entrar em campo e já somar vários gols sem nem mesmo o árbitro apitar o começo da peleja.

E junto a isso vem a bipolaridade. A diferença de humores. A gangorra de quando ganha é bom, quando perde é ruim.

Li por aí que o time do Avaí até que não é tão ruim assim, ora, veja só. Foi dito por especialistas de araque que os laterais fazem uma passagem interessante, os volantes cobrem a subida deles, os meias conseguem armar boas jogadas e os atacantes finalizam com eficiência. Tudo isso por causa de dois bons resultados e uma goleada. A gangorra, ela de novo.

O time que até agora era uma naba consolidada, o grupo a ser batido pelas velhinhas mancas do asilo, a barca de Caronte que havia encalhado e não levado para longe as almas que nos faziam sofrer, até que tem um jeito interessante de jogar. Já há até quem queira Eduardo Neto fazendo a marcação ali, na frente da zaga. Pablo até que tem um bom toque de bola, do meio pra frente. Anderson Lopes é o sujeito que abre defesas. Sim, Vagner tem as suas qualidades. Ou seja, viu-se virtudes onde até agora a nulidade se fazia presente.

E então Gilson Kleina é um gênio que viu nestas belezuras um time? Geninho é um faz-de-conta do mundo do futebol? Nem uma coisa e nem outra. Até porque, basta o GK não contratar algum jogador das viúvas para ser execrado na próxima esquina, mesmo que ganhe a série A do brasileiro. sim, porque também tem aqueles que teimam, mas não arredam.

Como eu não emprenho pelos ouvidos vou esperar acabar, mas continuarei a apoiar o time do Sul da Ilha, em qualquer circunstância. Não sou bipolar.

Ah, a propósito, teve jogador aí, após a vitória contra o Guarani, que só faltou pendurar uma melancia no pescoço para aparecer. Diz que é o camisa 10 imprescindível. E ele acredita nisso, junto com uma meia dúzia de tolos. Bom, esse sujeito vai parar de jogar e não vai aprender que futebol é jogado no campo. Nas palavras quem jogam são os poetas. E os seus defensores? Aí nem a natureza ajuda.

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