A virada da gente

Tenho observado que a torcida do Avaí está abandonando o clube. Claro que a indignação é enorme e não tiro essa razão. Mas se um clube não tiver torcida fiel e atuante, ele não precisa existir ou terá que ser reinventado. Uma torcida deve estar sempre presente, com pensamento positivo e motivada, mesmo nos momentos mais terríveis.

Quando temos um pensamento positivo, não é qualquer obstáculo que nos derruba. Isso não é nenhuma pregação messiânica, mas uma forma de sempre pensarmos para frente, pois para trás já bastam as nossas burradas e agruras. Sim, o pensamento positivo funciona. Não nos moldes dos livros de auto-ajuda ou na ensebação de psicólogos babões, a de que “semelhante atrai semelhante”, mas uma forma de se buscar soluções para se resolver problemas em conjunto.

Mais uma vez digo que não tenho inspiração para convocar torcedor, mas é importante que ele, a peça que faz um clube existir, não o abandone agora. Não faço a convocação chorosa e lamurienta. Não dá para fazer um apelo ao coração, que está crivado das balas da inoperância administrativa e cuidados sem nexo de uns ou de outros para com o atual elenco avaiano. Apenas digo que a hora de ficar fora de área não é agora.

A fórmula para que o Avaí saia desta pindaíba deplorável é a presença de sua torcida nos estádio, fiel e festiva, admirável e admirada por todos. É disso que o Avaí precisa. E pensando positivamente junto. Apenas isso! Não existe nada de mágico, salvador ou alucinante em uma torcida pensar positivo.

Alguns amigos têm me perguntado se tenho conhecimento do que está ocorrendo lá dentro. Claro que sei. Sei de cabo a rabo o que estão fazendo. Mas não sairei a jogar mais porcarias no ventilador, a enfiar o dedo na pustema aberta para posar de sabe-tudo. Diferente daquela turma que vive a comer pizzas e beber a sua cerveja choca num famoso boteco da cidade, não atuo como parte de uma corja de oportunistas, que vive a esgarçar as feridas do clube e a dizer que deve ficar pior para provar que estavam certos. Este jogo eu não jogo.

Ocorre que, apesar dos pesares, se ainda temos algum valor, que o façamos acontecer nas arquibancadas. Se somos meros porras-loucas que torcem, vibram e se emocionam, e se ainda temos algum sentimento pelo futebol, que o façamos bem e da melhor maneira que todo avaiano sabe fazer. Ou então que cada um, a partir de agora, fique em casa assistindo aos BBBs poluídos de mediocridade. Ou continue a tomar a sua cerveja quente e posando de doido pra parecer alegre.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s