A batata já assou e passou do ponto

Nesta semana, no Avaí, começam os preparativos para se disputar o quadrangular do resto. Depois de todas as patacoadas efetuadas na Ressacada em 60 dias, nos sobra jogar algumas partidas para se dizer, ufa!, não fomos rebaixados. Ao menos isso. No mínimo que este time se dê ao respeito e termine “classificado” para o Catarinense de 2016. Num mundo justo e isonômico, eu não deixaria que este time disputasse “uma chance de se redimir”. Dava o certificado de incapaz e o rebaixaria direto, sem choradinha.

Mas, olhando de forma mais fria, sem a baba de torcedor, não acho que seja vergonhoso se disputar esta parte da competição. Claro que para uma agremiação tida até então como favorita em todos os campeonatos disputados em nosso quintal, encerrar uma participação de forma melancólica é a visão das portas de Hades. Ainda assim, acho natural se tivéssemos jogado e não conseguido. Sim, não há nenhum contrassenso.

Se este time tivesse jogado alguma coisa, mostrasse padrão de jogo, se impusesse como um ajuntamento de jogadores que estivessem afim, mas com a má sorte nos brindando, aquelas bolas que batem na trave, dos goleiros que se consagram e dos atacantes, mesmo com boa pontaria, mas infelizes no toque final para as redes, ficaríamos tristes, porém com um alento de que as coisas poderiam melhorar.

Constatou-se, contudo, que não houve nada disso. Um ou dois bons segundos tempos, um jogo ganhado na raça em campo enlameado e foi só. Um time digno de pena. Até para se ter raiva não há vontade.

Mesmo assim, mesmo praticando um futebol que nem na seleção das Ilhas Fidji se joga mais, o elefante na cristaleira foi a toupeirada da não inscrição do jogador Antonio Carlos, uma das coisas mais patéticas feitas pela atual administração do Leão da Ilha, e que precisa, sim, senhor Nilton Machado, ser esclarecida de qualquer jeito. Isso não é quermesse de igreja e nem gincana de colégio. É um clube de futebol, que deve satisfação aos outros e que participa do campeonato brasileiro de futebol ganhado no campo, diga-se, não por um canetada de federação ou entrado pela janela. Há que se ter respeito. E o principal respeito é esclarecer isso de forma profissional e verdadeira.

Aliás, eu fico muito tranquilo para fazer esta crítica, primeiro porque vivenciei o que é administrar um clube de futebol e, depois, porque dei e dou ainda meu apoio incondicional a esta administração. Não vivo me valendo, portanto, de palanque para apontar defeitos.

Corroboro, inclusive, com tudo o que mencionou em seu texto do Bom Dia, Azurras de hoje, o meu amigo André Filho Tarnowsky. As responsabilidades devem ser assumidas, até para que se dê credibilidade ao Avaí Futebol Clube diante de seus torcedores e da comunidade.

Não espero dignidade e nem honra para se disputar o quadrangular do resto. Isso é retórica sonsa. Quero é que estes jogadores, apoiados pela direção, façam o que deve ser feito e se preparem, aí, sim, dignamente para disputar os campeonatos nacionais que vem logo a seguir.

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