O muito que se pode fazer ainda é pouco

“Promessas nunca vingam, e muitos jogadores que vem até bem credenciados não acontecem na Ressacada.” Pesquei esta frase do perfil que se chama @avaianos, no Tweet. É a frase que resume bem a situação no Sul da lha e é a qual eu me oriento. Percebo que está bem próxima da realidade. A pergunta que se faz é: Por que?

A primeira reação de quem vê seu time de futebol perder é chamar palavrões. Seja a mais inocente criatura da face da Terra e que tenha um time de futebol pra torcer, ao ver a derrota se retorce e lança o impropério. Pode até ser um daqueles puritanos chatos, candidatos a monge, adorador ferrenho de algum deus de plantão cuja crença não lhe permite se passar. Mas ao menos para seus botões ele diz um nome feio.

É o resultado da indignação, da decepção e do desapontamento mais completos naquele instante.

Agora, imagine torcer para um clube, cujos times que ele monta passam dias ou passam noites perdendo? Sua marca mais registrada é o fracasso crônico, um recorde negativo. Quando há uma vitória, entretanto, a explosão de felicidade por algo tão raro é tanta que beira às raias do absurdo. Torna-se algo imponderável. Porque o comum é perder, perder muito, ser um fracassado absoluto e cruel, viver no pântano dos incapazes e tornando infeliz uma nação de torcedores abnegados e fiéis.

Qual clube de futebol no mundo sobreviveria a tamanha enfiada de decepções? Quantos torcedores ainda teriam paciência para acompanhar tantas desilusões?

É impossível para mim acreditar que todos os jogadores que passaram pelo Avaí nos últimos anos sejam a expressão máxima da ruindade, como naturalmente se decreta. Não consigo aceitar que um empresário de jogadores nos envie os atletas mais pernas-de-pau da galáxia. Ou que um treinador monte um esquema para depois dizer, “viu como se pode perder fácilmente uma partida?” Ou mesmo que um jogador entre em campo apenas para fazer número, bocejando e querendo saber que horas aquilo acaba. Muito menos dirigentes que contratem perebas que é para passar vexame campeonato após campeonato.

Porém, se um ET pousasse aqui na Terra agora e visse nosso histórico certamente atestaria essa realidade.

Até se tenta dizer que os árbitros nos roubam, que a Federação nos odeia, que a mídia faz chacota com a nossa cara, coisas que são apenas ensaios para canalizar o problema para outro lado. Outros dizem que são os salários atrasados, o estatuto, a transparência, os chineses, as cores da camisa, a ISO, a diretoria, o acesso à Ressacada, o vôo dos quero-queros. Uma leviana tentativa de desviar o foco. Aliás, nem mesmo sabemos onde está o foco.

Certa vez, ali no calçadão da Felipe Schmidt, ouvi dois senhores torcedores do Avaí comentando um para o outro: “o que é que nós fizemos para sofrer tanto?”

A ineficiência nos acompanha e a vergonha se acumula. Muitos têm a solução, que já foi tomada ali, acolá, no outro dia, na última temporada. E nenhuma delas tem se mostrado eficaz. Nenhuma!

Eu, como não sou dono da verdade e pouco entendo de futebol não sei qual seria a melhor fórmula para se chegar a uma sequência de conquistas. Mas, está na hora de começar. De algum lugar, em algum momento. Do contrário, não valerá mais a pena.

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