Muitos tons de indignação

O dia, como torcedor do Avaí, está sendo intragável. Cinzento e obscurecido. Daqueles para se achar um bom buraco e enfiar a cabeça, e depois mandar cimentar. Evidentemente que após esta toupeirice (que me perdoem as toupeiras!) cometida por um estagiário bocó com um cargo de importância na Ressacada, muitas dúvidas nos assolam. Não como torcedores, isso ninguém nos tira, mas como acompanhantes e parceiros do clube. Dá para acreditar que agora dará certo, que as coisas foram resolvidas e, daqui por diante, viveremos a bonança após a tempestade, após a fala do presidente?

Sim, por mais que se tente minimizar, o caso do atleta não registrado e tendo jogado ilegalmente nos fere o orgulho. Olho para um lado e para outro e constato a vergonha: meu clube roubou dele mesmo. É como o sujeito que vai construir uma casa e manda o pedreiro pôr areia da praia na argamassa. Na sua própria casa. O roubo, no caso, não é alguém que tenha colocado a mão no cofre, mas deixado a porta aberta para que o vento nos levasse as doletas para longe. Teremos um prejuízo absurdo com esta patetada e que precisa ser recuperada. O que se perde na vida, logo mais à frente fica mais caro.

Todavia, apesar da gravidade, torço para uma reviravolta. Não caio na vala comum de oportunistas e canalhas, cadáveres insepultos de uma horda que fica à espreita, ruminando, vociferando, esperando o melhor momento para dar o bote no clube com suas conjuminâncias fétidas de conspiração. Há quem exija que a atual diretoria seja destituida e que assuma o pessoal da oposição. Tem cabimento isso? Dessa gente, portanto, tenho nojo e quero distância. Nunca quiseram o bem do clube, querem é que se estrepe para validar suas cornetagens covardes. Estão aí, agora, na internet destilando seus venenos. E o momento é deles, obviamente.

Não, não é esse o discurso que adoto. Mas, para o bem do clube, quero respostas. Quero ações. Exijo, como torcedor fiel e frequentador de arquibancada, que medidas enérgicas sejam tomadas. A valsa não pode continuar sendo tocada sem dançarinos. O momento é de reflexão, de análise e de atitudes, com as pessoas assumindo suas responsabilidades.

É necessário se pensar que Avaí nós queremos para o futuro. Uma agremiação que se impõe como entidade séria e honesta ou um amontoado, onde as coisas são resolvidas com acenos, tapinhas nas costas e bailes beneficentes. O clube precisa dar uma resposta não apenas aos seus torcedores, mas à sociedade, aos investidores, aos patrocinadores e àqueles que o tem como um aglomerado esportivo sério e decente. Ele tem que ser tudo aquilo que é capaz de se tornar.

Do contrário, largamos daqui e esperamos que num futuro surja alguma coisa semelhante com o clube que amamos no mundo do futebol, para canalizarmos nossa torcida. Este, se não der as devidas e necessárias respostas, acabou!

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