No mundo dos meninos perdidos

Dentro das maiores dificuldades possíveis, as imaginadas e as que se supõe existir, o time do Avaí venceu, neste domingo, jogando contra o Marcilio Dias, uma partida complicada e indigesta rumo à sua classificação. Obviamente que não saiu do buraco onde se enfiou, mas já demonstrou algum poder de reação e um alento diante do desespero no atual campeonato. Ele não está na beira do abismo. Ele já caiu no abismo, mas se segurou numa pontinha de raiz e se esforça para sair.

Todavia, como bons e velhos torcedores, vamos tentado ajudar para que esta situação mude numa guinada heróica. Completamente difícil e nada impossível, desde que todos estejam juntos. Mas nem todos.

Ocorre que isto não é praticado por todos os torcedores. Há muita gente apostando no fracasso completo e absoluto do clube. Deliciam-se com a situação com o mais vil cinismo estampado em seus rostinhos meigos. Passam a língua nos lábios a cada dificuldade encontrada, como se a derrota fosse, a eles, um bálsamo para aliviar suas deficiências e mediocridades. E o pior: alguns vindos de dentro do próprio clube. E é diante de um computador onde mais aparecem estes tipos.

Eu sempre digo que a internet é o refúgio dos imaturos e mal resolvidos. Quer encontrar alguém que ainda faz xixi na cama, mesmo sendo um barbado cheio de rugas ou uma matrona de cabelos encanecidos? Relacione-se com um fake. Ou com um anônimo. Com alguém que use subterfúgios para não aparecer. Para que deixe dúvidas. Que use nomes falsos e personalidades dúbias. Ou mesmo nomes verdadeiros, mas com peles de cordeiro sobre a casca de raposas traiçoeiras. É ali que se encontra o mais infantil dos personagens à sua espreita.

Eu sou do tempo do olho no olho. Do papo reto. Do dar a cara e não esconder a mão. E me afastei de muitos destes torcedores de araque exatamente porque bebiam no meu copo e me devolviam veneno. Eu torcia, como sempre, para o clube, para o seu crescimento. Torcia pra as pessoas que estavam ao lado do clube. Para o Zunino, a quem conhecia pessoalmente. Como torço para o Nilton. E para o Geninho, que não faz conchavos para seu próprio benefício, diferente de treinadores ligados a grupinhos. Torço para o sucesso dos jogadores, mesmo sabendo que alguns são egoístas, outros são egocêntricos. Ainda assim, relevo tudo e torço para o Avaí Futebol Clube.

No grupo de torcedores do Avaí que usam internet e seu baço armado, as redes sociais, diversos apostam na derrota plena do time em campo e na falência absoluta do clube. Preferem um ou outro jogador, mas não o clube. Divulgam falsas mensagens e nos enchem de ironias. Apelidam os que defendem o clube com os melhores nomes no sentido de tentar diminuir-lhes a opinião. E com qual propósito? Para fazer valer a ideia de que eles é que têm razão. Eles é que sabem como fazer a roda. Eles é que ensinam a gaivota a voar.

Reclamam do jogador tal, do uniforme, da chuteira, do cabelo, do treinador que não botou aquele jogador e se botou não deveria ter feito isso, reclamam se tem cerveja e se tem não deveria ter, reclamam do pastel, da goiaba, da arquibancada, da iluminação, do calor, do frio, do sol, da lua. Enfim, a necessidade não é ser crítico, é aparecer. E se o clube não lhes dá a devida importância que presumem ter, torcem para dar errado, para que haja a derrota, para se estrepe e, se possível, até desapareça. Eles têm a fórmula para fazer um novo, do jeito deles.

Não sabem eles, coitados, que os fracassados são eles mesmos no mundo dos adultos.

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