É o que temos pra hoje. Vai encarar?

É muito interessante acompanhar linha do tempo da internet, a famosa time line, antes, durante e após uma partida de futebol. Dá uma tese de doutorado, com direito a PHD em Oxford ou Harvard. Além de ser divertido.

Fazer time de futebol não depende de dinheiro, de bons olheiros, de referências ou algo que o valha. Depende de ajuste e encaixe após o período de pré-temporada. Ou de acertos mesmo depois que os jogadores já foram apresentados e jogaram algumas partidas. Um time de futebol tem que ser algo coeso e dinâmico, definido e enquadrado, e pronto para mudanças. Por isso é um time. Ah, vai dizer que tu não sabias disso?

Assim, repito o meu mantra todas as vezes que leio ou ouço atestados de sabedoria em relação ao futebol: time bom é aquele que ganha e time ruim é aquele que perde. E repito mais uma vez: há exemplos na história do futebol de bons jogadores reunidos e rebaixados em campeonatos e de jogadores com qualidade discutível e conquistando títulos. É assim o futebol, um arregimento de jogadores jogando juntos.

Pode parecer redundância, mas é mais óbvio que o sol nascer todos os dias.

Sei, o sujeito vai ficar putinho da vida ao ler isso, mas é a partir daí que se começa a entender o que é o futebol. Antes da tática, da boa condição física e da conta bancária gorda e em dia, há o jogar juntos.

Alguém se lembra qual foi o último melhor time do Avaí que se viu jogar por aqui? Ora, fácil, foi o time das temporadas de 2008/2009. Juntou-se algumas nabas, alguns jogadores medíocres para medianos e montamos um time. E só não chegamos a uma Libertadores ou mesmo um título nacional porque faltou ambição.

Augusto era um bonde, mas foi um dos melhores zagueiros que passou por aqui. Jogamos um temporada inteira com um atacante de lateral direito. Tínhamos Jeff Silva. Peloamordosmeusfilhinhos! Alguém pode imaginar ter um jogador como Jeff Silva? William foi artilheiro aqui e no… naquele time, como é mesmo?… Evando despontou aonde mesmo? É claro que tínhamos o zagueiro Émerson e Marquinhos na meia, e mesmo assim há ressalvas. Só nós que os louvamos e idolatramos, porque as demais torcidas dizem: “É, passa!”

Mas, façamos um exercício de lógica sem paixões: qual destes jogadores do time de 2008/2009 despontou por aí depois que saiu do Avaí, daquele Avaí? Vai, eu espero…

Silas? Uma farsa de treinador, essa que é a verdade. Deu certo só no Avaí e ainda assim naquela temporada. Tá, tudo bem, pode me xingar, mas essa é a realidade, porque o futebol é momento. Aquele time deu certo. E como deu certo. Tanto deu certo que até hoje as viúvas vivem a pedi-los de volta. E ai do treinador que não trouxer Leo Gago ou Willam de volta.

Não montamos mal o time para a temporada 2015, assim como não montamos o de 2014. Quando o time não encaixa, acaba não se comprometendo, esse é o fato. E aí o jogador se nega a jogar, dá desculpas, vira a cara, inventa moda, sai pra balada, mas jogar que é bom o time não joga. O dedo na ferida ninguém põe.

Por que subimos para a Série A em 2014? Porque o ajuntamento ruim do ano passado, atestado por comentaristas de resultados, jogou doze rodadas como um time forte e coeso e obteve os pontos necessários. Demos uma aula de futebol contra o Vasco em São Januário, um dos nossos melhores momentos. Se não tivesse feito isso, caia para a Série C.

O time da atual temporada não é ruim. Não existem jogadores “que nunca deveriam vestir a camisa do Avaí”, como ensina aquele comentarista bocó que muito tanso teima em aplaudí-lo. O que há no time atual do Avaí é falta total e absoluta de entrosamento. É nítido que treina (se treina!) de um jeito e joga de outro. 

Vamos queimar quem, então? Geninho, claro, que é a solução mais fácil e cômoda. Até porque ele se atreveu a contestar conselharias e quejandos. Marquinhos vai voltar e, se não der certo, vamos pedir um jogador para ser seu companheiro (sem esquecer que o time jogou mal a temporada inteira com ele em campo em 2014, exceto naqueles 12 jogos). Vamos nos arrastar no Brasileirão, com um outro treinador mediano, fazer alguns milagres e a coisa vai ser assim. Ou ganhar do Figueirense na próxima rodada e apagar tudo o que já se falou e chamar esse time de guerreiros.

Isso aí, mô nego, é futebol. Não dê uma de baiana perdida com a fantasia na mão.

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