Bailão da 3a. idade

As discussões sobre a montagem do elenco avaiano rolam pelas redes sociais como balinha de hortelã na boca de velhinho desdentando. E todo mundo tem o seu time para ser montado, o que, convenhamos, mostra a nossa capacidade criativa. Isso é bom, desde que não se fale besteiras.

Também é bom saber que não adianta sair por aí dizendo que há bom jogador aqui e ali, e que o Avaí deverá trazer. Se não estiver na relação do empresário, pode ser o Messi, não vem.

Um site andou liberando a relação de contratos dos guerreiros avaianos e heróis do acesso e, em cima disso, as opiniões, chutes e deduções tomaram ares de teses.

Acho natural a preocupação do torcedor. É verdade que há exageros, mas na maioria estamos cansados de assistir óperas bufas na Ressacada, com sujeitos vestindo nossos uniformes mais preocupados com as atrações nas danceterias ou no tamanho do freezer para as loiras suadas, do que em mirar no gol e ganhar um jogo. Essas atitudes já encheram aquilo que o Papai Noel carrega nas costas.

É preciso, portanto, se fazer um bom time, que seja competitivo, e que não caia com a língua de fora aos 5 minutos do segudo tempo, como temos visto ultimamente.

Entretanto, no meio dessa discussão, o que nos chama a atenção e ficou esquisito é a alta concentração de viúvas de jogadores em nossas arquibancadas. Vira e mexe e surge a necessidade de se ver jogar, de novo, o último melhor zagueiro, aquele atacante matador, o volante que dava nos dedos e acima do umbigo.

Há quem esqueça que o tempo passa, o tempo voa, e nem a poupança daquele banco famoso e falido dá mais resultados.

Só pra saber, nosso último melhor lateral-esquerdo, Eltinho, corre o risco de romper o adutor ao subir um degrau de ônibus. William, até hoje endeusado e requerido por muitos, pode estar encerrando a carreira neste ano. A contusão do zagueiro Émerson ainda o mantém em repouso e dificilmente voltará a ser o que era antes.

Do bom time de 2008, que as viúvas insistem em remontar na Ressacada, creio que apenas Marquinhos ainda tenha algum gás para afastar os quero-queros do gramado (e se eles correrem atrás dele periga bater um pianço no herói do acesso. Acaba virando acesso de tosse!) e o ainda corredor Muriqui dá algumas voltas em torno do próprio eixo. Mas joga na China, onde, convenhamos, pelo nível de futebol jogado por lá, podem levar o time avaiano campeão da série C de 1988 que ganha molinho.

A continuar assim, a se manter essa sanha desenfreada pelos craques do passado (lembre-se, faz 6 anos!), certamente no próximo jogo, ao invés de ingressos, teremos que levar pacotes de fraldões geriátricos para a gurizada.

Segue o baile! Baile? Onde?

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s