Estamos órfãos

Pelas redes sociais, várias pessoas ligadas ao Avaí se sentiram órfãs de um time de futebol para torcer na noite desta quarta-feira. É que estavam assistindo à partida entre o Galo mineiro e o Flamengo carioca e se depararam com algo há muito tempo esquecido por aqui, no Sul da Ilha, que é jogar futebol.

Se pousasse na Terra, naquele momento, uma nave alienígena vinda dos confins do Universo, e o tripulante perguntasse o que era aquela batalha entre dois grupos de homens no estádio do Mineirão, certamente os terráqueos, em júbilo, afirmariam: isto é uma partida de futebol. Se a mesma nave alienígena tivesse vindo no dia anterior e pousasse na Ressacada, nem precisaria perguntar. Contemplaria onze marmanjos do time da casa se esforçando, fazendo de conta e enganando a sua torcida.

Porque, qualquer pessoa um pouquinho mais esclarecida, saberia que aquilo jogado no estádio dos Carianos é qualquer coisa, menos futebol.

Delirei, vibrei e me emocionei com o que fez o Galo mineiro e a sua torcida. Senti saudades de um tempo no qual sabia o que era aquilo. Por 90 minutos torci para um time que jogava bola, independente do resultado que viesse.

– Mas o Galo tem vida fácil, recebe boas cotas da TV, tem um bom patrimônio, etc – dirá o sujeito que olha a árvore, mas não a floresta.

Pois é, mas sem alongar a história, é bom saber que 48 horas antes desta decisão histórica o Galo mineiro afastou alguns “descompromissados”. No time do Atlético, é bom também dizer, garoto da base não precisa fazer firulas para aparecer e os mais “velhos” jogam para o time e não para receber elogios dos camarotes. Ah, e não precisa de bandidos ou mocinhos para fazer a bola rolar pela grama.

A conclusão que eu cheguei, após esta partida memorável, é que o meu Avaí, o clube do qual sou sócio e torço desavergonhadamente, precisa se reinventar como clube e como instituição. Precisa dizer o que quer da vida. Precisa valorizar a coisas boas que ainda são feitas no clube e encerrar o que não funciona mais. Precisa, acima de tudo, ser protagonista em seu reduto e não um mero expectador. Eu quero o meu clube grande, mas não apenas em tamanho, também em mentalidade.

Aliás, por falar em mentalidade, venho lendo pelas redes sociais ex-presidentes e seus adereços ruminando que no seu tempo fizeram isso e aquilo. Pois, então, arregacem as mangas e façam, agora, já, imediatamente, para o bem do clube e não para inchar suas biografias. Se se dizem avaianos, este é o momento de expor as sua vontades. Do contrário, …bom, minha mãe me ensinou a ser educado.

E a pergunta que não quer calar:

Quando que o futebol voltará à Ressacada?

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