Força para não fazer certo

Talvez seja complicado botar em campo um time para vencer uma partida de futebol. Temos que ajustar técnica, um bom condicionamento físico, um esquema tático sensato e aliar garra, vontade e determinação. Em alguns momentos contar com a sorte e em outros ser efetivo mesmo. Junto a isso uma condição financeira adequada e estamos prontos para sermos campeões. Ou, ao menos, termos uma boa classificação em qualquer campeonato. Convenhamos, é uma engenharia assombrosa e, mesmo assim, não é garantia de sucesso.

Agora, botar em campo um time pra perder é muito simples: basta não fazer o óbvio, ou o que mandam as regras do bom senso. Por isso, quando não se tem nada daquilo acima, não se pode fazer força para perder.

Acompanhando as partidas do Avaí está muito claro que o treineiro avaiano está fazendo um esforço medonho para perder, para não se classificar, para não chegar. Bom, é claro que ninguém joga pra perder, mas ele mantém Carletto sem condição física na esquerda, quando todo o Brasil sabe que ali joga o Marrone fácil, insiste com o bichado Eduardo Costa na frente da zaga e tira o Bocão porque não quer se indispor com a torcida, sendo este jogador a única saída de bola efetiva que nós temos. Fora a insistência em botar Marquinhos como centroavante. É muita força pra ficar na série B.

Ora, eu nunca tive muitas expectativas com este time do Avaí, é bom ressaltar. Brincávamos, eu e meu amigo Murilo Moreira, quando a vaca cercava o brejo, que os benditos 46 pontos eram suficientes para não cairmos neste ano. Toda a constelação de problemas nos cercavam. De jogadores medianos a salários atrasados, de treineiros esforçados a preparação física duvidosa, era só ir marcando os pontinhos para ficarmos mais um ano na série B, depois da desastrosa temporada de 2013. A propósito, a de 2014 também estava uma inhaca que só ela.

Mas aí chegou o treineiro Geninho, após a paralisação da Copa comprada pela Dilma, e começamos a vencer jogos. Ajustamos um time, o suporte (alô, Assis) nos bastidores caiu no bolso e enveredamos um caminho monumental rumo ao acesso. E tudo isso fazendo-se o simples, sem muitas frescuras e obtendo os resultados necessários. Alie-se a isso a saída do mala Cléber Santana e as coisas começaram a se resolver.

Já há quem dava como certa, até, uma estrela de campeão, veja só, que coisa! Como nossa torcida é carente e sentimental, qualquer rodada à frente dos outros num campeonato é motivo de carreata. E por uma rodada chegamos a essa condição, a da liderança no campeonato, o que deixou todos os avaianos bestas. E, repito, fazendo o simples.

E aí, teve jogador que mal sabia dar um passe pra frente começando a dar de calcanhar, teve outros que se achavam a última bolacha do pacote, alguns caindo a toda hora feito Neymar, teve bicos, carinhas e muxoxos e treinador que achava que isso aqui era a Champions League fazendo bobagem. O resultado está aí: já poderíamos estar classificados e nadando de braçadas e agora torcemos mais para os adversários do que para nosso próprio time. Paraguaiamos bonitinho.

A próxima série B começa logo ali.

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