Quase deu!

O empate sem gols no jogo entre Avaí e Santa Cruz, neste sábado, na Ressacada, foi frustrante. Não pelo campeonato em si, uma vez que estamos no G4 e se perdermos uma ou duas posições até a próxima partida, ainda assim estamos no páreo. Mas foi uma decepção dadas as circunstâncias da partida em si. O Santa Cruz foi uma presa fácil para se ganhar e o Avaí poderia assumir de vez a tão sonhada liderança deste campeonato.

Convenhamos, todavia, que ser líder desta competição não significa nada, uma vez que o importante é lá, no final, nos classificarmos. Mas que faz um bem danado e massageia o nosso ego, ah, isso faz!

O jogo foi bom. Sim, não adianta alguém ir para a Ressacada e dizer que viu uma pelada. O jogo foi bom para o nível de série B. Queres assistir espetáculo, jogadas memoráveis, lances antológicos? Fique em casa e ligue no campeonato alemão, francês, inglês e até japonês. Série B é isso aí e acostume-se a isso.

Do Avaí eu digo até à exaustão que é um time limitado e improvável, mas, contra todas as profecias e análises especializadas, tem feito um campeonato competente e dentro do razoável.

Honestamente, não espero muito de alguns jogadores. Exulto suas forças de vontades, seus empenhos, suas determinações. Querer cruzamentos de Marrone na cabeça do atacante, lances geniais de Bocão, saídas assombrosas de Eduardo Neto é pensar com o fígado. Se fossem isso que se exigem deles, com toda a certeza estariam jogando a Champions League. Dá licença, mas temos muitos chatos no meio de nossa torcida.

Agora, quando vejo que no meio de campo avaiano temos um jogador que já foi rei no próprio adversário deste sábado, que esteve em grandes clubes brasileiros, que já decidiu partidas memoráveis, dá pena assisti-lo no limite de cobranças de escanteios ou dando, no máximo, dois passes sem qualidade. E esbravejando e brigando com todo muito porque está com raivinha. Marquinhos Santos irrita a quem quer futebol exatamente pela sua nulidade em campo.

– Ah, mas tu queres que ele cobre escanteio, corra pra cabecear, cobre faltas e fique na barreira pra atrapalhar o goleiro?

Tese furada. Claro que não! Quem pensa assim deveria cortar a própria língua pra não dizer mais bobagens. É óbvio que ninguém quer isso. O que se quer de Marquinhos Santos é que seja tão efetivo para o time como tem sido Diego Felipe, rodadas seguidas escolhido disparado o melhor em campo. E que fez muita falta nesta partida. Sem precisar ser este super-homem decantado pelos seus seguidores abobados.

Quando até mesmo Eduardo Neto é escolhido o melhor em campo por unanimidade, é hora de se rever os conceitos de Marquinhos Santos no time do Avaí. Chega de tanta pantomima!

A propósito, no próximo jogo, não teremos os jogadores de pebolim Cléber Santana e Marquinhos Santos no meio de campo. E muito provavelmente sem Eduardo Costa, outro que já poderia ter pendurado as chuteiras. Queres ver como vamos ganhar e bem do Vasco da Gama?

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Um comentário sobre “Quase deu!

  1. Admiro o esforço de tartaruguinhas recém nascidas por alcançarem o mar. Torço por elas. Mas a “letargia marquiniana” tem sido realmente irritante de se ver.
    Abraços, camarada
    Carlos Cidade

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