Com a carga toda

E o Avaí venceu mais uma. Com toda a força que lhe é possível, o Leão da Ilha foi até São Paulo, jogou no Canindé contra a Lusa, deu as cartas e jogou de mão, trazendo mais uma vitória para os Carianos. A campanha deste time fora de casa é de se levantar e bater palmas.

Todos nós sabemos que o Avaí deste ano é o time do improvável, onde tudo está programado para dar errado. Onde as coisas são postas como ruins, ridículas, desajustadas, sem correção. Mas aí, o time do improvável vai lá e vence. Numa partida dura pela série B, fora de casa e sempre desacreditado pelos urubus de plantão, vence mais uma.

O Avaí de Marquinhos Santos, de Diego Felipe (um craque), de Wagner, de Marrone e de Pablo, manda fora de casa como se fosse a sua casa.

Há muito tempo que viemos cobrando um futebol mais competitivo do time do Avaí. Não queremos show. Não precisamos de espetáculo. Não vamos fazer festa por uma jornada apoteótica. Apenas queremos um pouco mais de determinação, garra e empenho dos jogadores.

Numa empresa, o bom profissional é aquele que produz bem e obtém bons resultados, mas também entende as dificuldades pelas quais a corporação passa. É o que veste a camisa nos bons e maus momentos, não apenas para exigir bons salários. Os torcedores do Avaí sabem exatamente do que estou falando. Foi no momento o qual mais precisávamos de sua “avaianidade” que os jogadores do Avaí refugaram. E, baseados numa política de botequim, alguns poucos compadres e comadres apoiaram aquela pantomima que foi o melancólico encerramento da série B de 2013. Nunca, em toda a minha vida, me senti tão envergonhado. Não pelas derrotas, mas pela forma com que foram obtidas.

Assim, quando vejo o time do Avaí vencendo na luta e na garra eu me emociono. Um sentimento de vitória interior, por todas as dificuldades que sabemos existir, faz com que nos alegremos. Se meia dúzia de urubus de carniça acham que é fácil, eu afirmo que é mais difícil que subir o Himalaia. Só quem esteve próximo sabe o quanto penamos em 2008. O quanto foi complicado manter aquilo em 2009. E como está sendo uma luta homérica nos mantermos no G4 neste momento.

Alguns aloprados pensam que é só trazer jogador assim e repor aqui ou ali que a coisa vai. Não, não vai. E se não forem exigidas as cobranças de quem tem responsabilidades dentro de campo, dos principais jogadores, todo o planejamento se esvai pelo ralo.

Cobro de Marquinhos Santos, hoje nosso principal jogador, porque sei que ele pode. Sei de seu potencial, de sua capacidade e talento. Não cobro de Marrone, Pablo e Bocão. Cobro de quem pode e conhece nossa realidade.

E se algum Mané ficar ofendidinho com isso, peço que, ao menos, vá ao estádio, pague um ingresso e colabore para que o Avaí possa sair dessa e crescer um pouco mais. É o mínimo que fazem, antes de tentar esconder nossas mazelas com babações desnecessárias.

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Um comentário sobre “Com a carga toda

  1. Ninguém chuta cachorro morto, por isso o motivo de cobrarmos mais do MS, EC e antes do CS.
    O MS tem melhorado, está mais participativo.
    D. Felipe é muito bom jogador e dita o ritmo da partida. No primeiro tempo ele esteve apagado e o jogo foi sonolento. No segundo tempo ele voltou melhor e fez um gol e deu outro de bandeja.
    O Vagner foi outra excelente contratação.

    Saudações!

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