Energia renovada

O principal critério para que haja uma partida de futebol é quando os times querem jogar, quando os jogadores estão dispostos. O tempo ruim, o frio, a chuva, raios, trovões, nem mesmo um apagão são capazes de impedir um jogo quando dois times querem jogar. E foi o que se viu nesta noite de terça-feira, em jogo válido pela Série B do campeonato brasileiro, na Ressacada. Avaí e América de Belo Horizonte fizeram uma partida eletrizante, disputada, com altos e baixos e demonstrando que estavam a fim de jogo.

Todos nós sabemos, até o reino mineral (salve Millor!), que o time do Avaí é limitado. Depende de lampejos individuais, muita força e determinação, algum esforço (raríssimo!) de suas estrelas, transpiração excessiva e inspiração no limite. Não pense o leitor que fica em casa debaixo dos edredons que os jogos do Avaí são um primor espetacular do velho esporte bretão. Nada disso! O negócio é dolorido. E os que frequentam a Ressacada, os avaianos valorosos e não de ocasião, sofrem os noventa minutos e mais os acréscimos a cada partida do Leão. O bagulho é sério!

Todavia, com vontade em campo, a satisfação é maior. Como produzir bons espetáculos com a aludida limitação do time? Quando os jogadores querem, quando até os medalhões mimados jogam.

O torcedor que me acompanha neste espaço tem percebido que desejo, continuadamente, que os nossos mais caros e mais valorizados jogadores façam jus ao nome que trazem na história do clube e relevem a babação que alguns poucos ainda lhes dão. Já é tecla batida e viver a todo momento lembrando disso fica chato e monocórdico. Mas é preciso dizer que, hoje, são peças nulas, apenas compondo o grupo e ajudando em algumas jogadas. Entretanto, se jogam um pouquinho mais, tudo acontece.

Um escanteio, um só bem batido por Marquinhos Santos, e Diego Felipe fez um belo gol. Reclamamos sempre que ele é displicente nos escanteios. Pois nesse acertou. E abriu-se o placar.

O passe com açúcar, afeto e requinte de Cléber Santana deixou Anderson Lopes em condições de cruzar uma bola perfeita para Willhem, que marcou o segundo gol. Cléber Santana tem passado batido na maioria dos jogos e uma bola dessas, em jogos decisivos, é o que basta.

Percebeu, torcedor, que a cobrança é justa? Entendeu onde dói nosso calo? E sabe por que há a cobrança? O que não dá é esconder essas falhas por ser amiguinho deste ou aquele jogador, de fechar os olhos e só mirar na carreira vitoriosa. Tem que haver jogo e produção em campo.

Do ponto de vista da competitividade tivemos um jogo disputado, recheado de lances de área, com jogadas bem trabalhadas e finalizações de tirar o fôlego. Wagner, que falha em alguns lances, é um monstro.

Claro que foi um jogo de Série B e exigir toques refinados, lances apoteóticos e jogadas mirabolantes é pedir demais. Falo da disputa em si e da vontade das duas equipes. Jogo parelho, bem jogado e bom de ganhar, onde sobressaiu quem teve um cadinho só de qualidade. Nada muito absurdo.

Lembro ainda que, mesmo assim, mesmo com toda as dificuldades que temos, seguimos na parte de cima da tabela e próximos de uma classificação. É só caprichar mais.

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4 comentários sobre “Energia renovada

  1. Aguiar,
    O problemas dessa energia renovada é que ela pode ser energia vinda de energético, que o pessoal adora misturar com algumas bebidas mais “refinadas” ou destiladas, e isso pode atrapalhar

    Curtir

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