A Copa dos superlativos

No dia a dia, acompanhando o desenrolar desta Copa do Mundo no Brasil, somos tomados pelas frases mais isso e mais aquilo. Para qualquer requisito baseado no futebol o qual se referencie a esta Copa, ele supera todas as outras da história. Isso, para os brasileiros, que se orgulham de seu país, nos alegra e emociona. Eu disse para os brasileiros que amam o seu país.

Esta Copa é um sucesso e negar isso é má vontade absoluta.

E olhando para a nossa seleção, a dona da casa, a mais vezes campeã, a que detém todos as referências no mundo do futebol, percebemos, sem pieguices, que é a que faz um dos papéis mais arrebatadores deste mundial. Exatamente por jogar em casa, ao lado da torcida, por ter a responsabilidade plena e absoluta de defender as expectativas criadas a seu favor, a seleção brasileira caminha como uma digna campeã, aliando qualidade, força, garra e emoção rumo ao embate final. É bonito de se ver jogadores chorando e valorizando cada conquista. Não pense, o leitor, que isso seja sinal de fraqueza. Pelo contrário. Isso é sintoma de brio e raça, de determinação e valorização do trabalho. Pudéssemos ter cada cidadão dando valor ao seu trabalho no dia a dia assim e teríamos um mundo melhor.

O jogo contra a Colômbia ainda repercute, por tudo aquilo que representou e pelas circunstâncias da partida. Aliás, assim como o maracanaço e as conquistas brasileiras ao longo da história, esta partida ficou na memória. Não há como desassociar futebol mundial e não falar desta partida.

O time treinado pelo Felipão começou no seu habitual 4-2-3-1. Tem jogado assim na maioria de seus jogos e também nesta Copa, até este jogo. Mas Felipão decidiu avançar a marcação, como na Copa das Confederações, e o esquema variou entre um 4-3-3  até um 4-2-4. A Colômbia não conseguia jogar. O principal articulador do time adversário, James Rodriguez, um baita jogador, tinha marcação cerrada e efetiva, tanto que o ataque colombiano não recebia bolas. Fizemos dois gols de jogadores que jogam na zaga, mas que jogam no time, coisa que alguns ixpecialistas dizem ser um sinal de fraqueza. Como assim, gol de zagueiro não vale? A propósito, a mídia esportiva do nosso país precisa, urgentemente, se reciclar. Chega de tanta tolice.

E então veio o lance principal de toda a Copa, a lesão de Neymar e a decretação de que estava fora dos demais jogos. Estava fora do Mundial.

Antes, é bom dizer, um juiz espanhol apitando um jogo decisivo, seria sinal de problemas. Sim, para quem não sabe, a Espanha, através de sua federação, não compreendendo a incapacidade de seu futebol fracassado, execrou o mundial e a FIFA, algo que não fez quando foi campeã em diversos torneios por aí. Portanto, sinceramente, um jogo decisivo, jogado pelo Brasil, apitado por um juiz espanhol, não poderia terminar bem.

Dessa forma, graças à conivência do apitador da partida em relação às jogadas mais incisivas, Neymar, um dos principais jogadores deste mundial, foi violentamente tirado de campo.

O jogador Zuñiga, é bom dizer, não foi com a intenção de acabar com a vida do Neymar. Sequer quis fazer uma falta. Mas foi imprudente. Sua jogada foi criminosa pelo excesso. Foi responsável, diretamente, por retirar o jogador do Brasil da Copa do Mundo. Se a força fosse um pouquinho maior, poderia tê-lo tirado da vida do futebol. Não é exagero o que se discute a respeito disso e qualquer relativização cai no lugar comum da má vontade contra a seleção do Brasil.

Portanto, discutir a intenção é perda de tempo. O que se observa é a jogada em si. Foi desleal, covarde, criminosa e com força excessiva. Tanto que houve uma fratura séria e desnecessária no jogador brasileiro. Se alguns comentaristas dizem que foi normal, pois o futebol é violento e isso é lance de jogo, eu refuto e digo que para cada ação imprudente nos esportes (até na vida!) há o risco de acidentes e lesões sérias.

Então quer dizer que com Neymar fora da seleção do Brasil concorremos ao fracasso? Não, de maneira alguma. Pelo contrário. Agora é que este time vai dizer a que veio. Com Neymar em campo assumiam um comodismo natural, afinal, ele resolvia tudo. Sem ele, temos um time, mais compacto, mais coeso e com mais determinação.

Na minha opinião, vamos para a final e com um jogo memorável contra a Alemanha. É esperar pra ver.

Na Copa dos mais-mais, ganharão aqueles que têm mais histórias nos mundiais. E nisso a seleção brasileira é insuperável.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s