Que os chatos não atrapalhem

Quando a gente parte para um projeto grandioso, que mude estrutura, conceitos e perspectivas, a primeira coisa a se pensar é no investimento. A busca de recursos financeiros que o viabilize e o seu retorno. O contrário até pode ocorrer e os abnegados arregaçam as mangas para pôr todo o projeto em prática, mas o risco de parar no caminho por falta de verbas, de grana, de bufunfa é enorme. Até os tais trabalhos voluntários, muito em voga em momentos de crise ou naqueles eventos relacionados a catástrofes, quando a solidariedade aparece, alguém, em qualquer momento, põe a mão no bolso. Ocorre que isso tem retorno, naturalmente. Não existe almoço grátis, portanto.

Falo tudo isso em razão do assunto que pipoca no meio da torcida avaiana e que mexe com a cidade: a tal parceria com agentes chineses e cujas notícias, juntamente com chutes e fofocas, dão conta de uma mudança radical no patrimônio e na estrutura administrativa da Ressacada. É um projeto de grande porte, que gera ansiedade, expectativa e, para os menos favorecidos com a coragem, o medo.

Penso que, em qualquer momento de nossas vidas, quando há uma reviravolta ou perspectiva de mudanças avassaladoras, o primeiro sentimento deve ser o do recato. Alia-se, até, algum ceticismo. E faz-se análises críticas para que, na conclusão do julgamento do projeto, não coloquemos os carros na frente dos bois, ou os pés pelas mãos. Até porque, a queda é diretamente proporcional a qualquer investimento mal planejado, com risco de nunca mais nos recuperarmos.

Tenho observado, contudo, que parte da torcida ficou chata. Não é o recato natural, ceticismo ou sentimento crítico necessário. É chatice mesmo. E em algumas pessoas, o excesso de cuidado tem gerado deboche, piada e até recalque.

Haverá investimento de grande porte e para isso será destinada uma boa quantia de verdinhas. Muitas verdinhas. Portanto, como em qualquer atividade dessa natureza, deverá haver retorno a quem investe. Iremos usufruir e bastante, mas a empresa que nos apoiará a partir de então também terá o seu retorno. Antes de mais nada é preciso compreender que isso é uma via de mão dupla.

Penso que é preciso se dar tempo para que as partes interessadas, o Avaí e a empresa chinesa, tenham tranqüilidade e resolvam o que ficará bom para todos e, principalmente, para a nação azurra. O que não pode é já haver grupinhos de revoltados a ruminar suas teses estapafúrdias, como sempre fizeram, e criar um clima desfavorável. Em sendo aprovado ganham todos e daremos um salto gigantesco de patamar, saindo da mesmice e do anonimato. Havendo rejeições por medo ou chatice, quem perde somos nós e talvez nunca mais um cavalo encilhado desses volte a passar por aqui.

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Um comentário sobre “Que os chatos não atrapalhem

  1. Então, ontem já li reclamações e comparações da parceria de outros clubes com a possível parceira que pode ser fechada entre Avaí x China.

    Vejo essa possibilidade de parceria como uma das únicas chances do Avaí dar o pulo do gato.
    Vamos torcer e esperar a Tainha. 🙂

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