Migueladas futeboleiras

Certa vez eu ouvia um comentário de Miguel Livramento, na rádio, ali pelas 7 horas da noite, no qual ele falava da partida que o Avaí faria contra o Flamengo, no Maracanã, em sua estréia fora de casa no Brasileirão de 2009. Dizia o comentarista que o Avaí iria ao Maracanã para perder de pouco, que o natural seria já tomar uma goleada, afinal era no Maracanã e contra o poderoso Flamengo (sic!).

Naquele momento, um negócio me subiu pela garganta. Estávamos apenas começando, mas era o ano em que iríamos fazer história. O Avaí empatou o jogo, sim, mas fez um partidaço e  beliscou um pontinho por lá, naquela oportunidade.

Mas o que me incomodou não foi a realidade do futebol, mas o excesso de viralatismo daquele sujeito. O comportamento de perdedor, negativo, infeliz. Diz ele ser o sujeito que entende tudo de futebol, o que eu não duvido e nem farei prova, mas obviamente entende pouco de administração do futebol, de marketing, das coisas que rondam o futebol, considerando-se a responsabilidade que ele tem, que é manipular um microfone numa rádio de grande audiência.

De forma alguma eu sou censor ou concorro para o impedimento da palavra. Diferente do que alguns abobados pensam, gosto do debate e da crítica.

Ocorre que muitas vezes temos mais poder do que pensamos e certas falas derrubam mais que um carrinho por trás.

Agora, não contente com a fase ruim do Leão da Ilha, o tal comentarista vem a publico, através de sua empresa de comunicação, afirmar que o presidente do Avaí renunciará por ser um homem honesto. Obviamente, usado a lógica, se não renunciar é porque é desonesto e está sacramentada a derrocada da reputação do presidente do nosso clube.

A propósito, essa tese vem sendo defendida por ele desde que o atual presidente assumiu e como, apesar de todos os problemas, ela vem caindo por terra, ou seja, o presidente Nilton ainda não renunciou, não resta alternativa senão aplicar uma bela de uma chantagem. É possível que renuncie, é possível que não, mas criar um niltômetro, como outro infeliz fez por aí com o Zunino, para posar de bacana ou ser o dono da cocada ou ainda a última bolacha do pacote é estupidez elevada ao cubo.

Uma vez me disseram que essa é a linguagem do futebol, que a falta de respeito, a agressividade, o preconceito e a acusação barata fazem parte do espetáculo. E cada vez mais eu acumulo milhagens para desistir, de vez, desse troço.

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