O time ou o clube?

A primeira coisa a se fazer para jogar futebol é… montar um time. Na nossa rua, no trabalho, com o pessoal da escola, da faculdade ou mesmo entre familiares, os marmanjos se juntam e montam um time pra bater uma bolinha. Tem sido assim desde que nos desvencilhamos das fraldas e o pêlo cresce debaixo do nariz. E, claro, vai até a idade adulta. No começo cada qual usa a camisa do time que mais gosta na vida e, depois, com as sucessivas partidas e o hábito vira vício, o grupo faz uma vaquinha e compra os uniformes.

Passam a jogar juntos há tanto tempo que decidem participar de algum torneio organizado. Jogam, vencem e pensam em ir mais longe, quem sabe se inscrever nas competições dos bairros, entre os times amadores, ou mesmo se inscrever numa liga, por que não?

Daí até jogarem no futebol amador da região é um pulo. E, quando estabilizados, fundam um clube.

Essa história é repetida todos os dias e veio assim, ao longo dos anos, desde que o futebol existe. Na imensa e oceânica maioria das vezes, um time vira clube e não o contrário. Raramente um grupo de investidores ou senhores e senhoras abnegados se junta e contrata jogadores para fazer um time. Nos dias atuais isso ocorre com os chamados times de empresários, mas é uma variação rara do processo.

O normal, o comum, o habitual, aquilo que já praticamente foi sacramentado nas histórias do futebol é um time virar clube e a partir daí crescer.

Ao longo do tempo e com a consolidação deste clube, as pessoas que passam a administrá-lo contratam outros atletas para fazer parte do time, normalmente jogadores com algum cacife, que possam agregar habilidade e atitude no time que se espraia pelos anos. Obviamente que o dirigente irá contratar aquele jogador recomendado e que jogue um bom futebol. Mesmo que haja poucos recursos financeiros, jamais irá contratar alguém para perder. A ideia é sempre vencer.

Dessa forma, o mau desempenho de um time num campeonato pode ser creditado a muitas coisas, algumas fáceis de destacar, mas outras dependem de sessões espíritas para se achar o fantasma que empereba craques e amofina pernas de pau. Todavia, os sintomas devem ser identificados do vestiário para o campo.

Por isso, acho @#$@%&$ (impublicável!) alguém achar que um grupo de jogadores não jogue porque a culpa seja exclusivamente da direção de um clube. Vão chupar um #*@$ de $#@%& os que pensam assim, porque é tirar os problemas de um contexto e politizar levianamente o debate.

Há quem defenda a tese de que os problemas na Ressacada se resumam às questões administrativas. Ora, a administração do Avaí se vira nos trinta, contrata os jogadores pretendidos pela torcida, monta uma comissão técnica cobiçada por vários clubes e é ela a culpada disso tudo?

Se tem alguém querendo fazer festinha e agradinhos com seus jogadores preferidos, tudo bem, mas não minta que é feio.

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