Troféu Framboesa de Ouro

No mundo do cinema, as obras da telona ao redor do mundo recebem premiações as mais diversas. Para denominar os mais famosos temos o Globo de Ouro, o Festival de Cannes, aqui no Brasil o Kikito e o mais lendário, o Oscar. Todos premiam as melhores produções, atores, montagem técnica e por aí vai. Mas há também uma premiação dada às produções medíocres e sem qualquer noção. Às atuações reles e grosseiras, que de tão ruins ou envolvendo atores famosos e glamorosos em roubadas, se resolveu dar um prêmio. Trata-se do Troféu Framboesa de Ouro (Razzie Awards). É o típico prêmio que nenhum produtor, diretor ou ator de cinema quer, porque é o prêmio com sabor de derrota.

Pois é o prêmio que merece este suposto time que joga com a camisa do Avaí. Um time medíocre, sem noção, apático, marasmático, sem brilho. Um time de derrotados.

Há muitos anos eu não via algo assim tão terrível acontecendo por aqui. A propósito, não lembro de haver um time assim. Chega-se a ter pena antes de haver a indignação.

Em 2007 também foi montado um time ruim na Ressacada. E de tão ruim quase caímos para a série C. Houve partidas complicadas, de dar dó ao torcedor. Todavia, quem lembra daquele ano percebia que havia garra. Aliás, só garra. E tanto é verdade que a torcida compareceu e apoiou o time até o final, até as últimas, pois mesmo sendo um time duro de assistir, tinha vontade. Nada dava certo, mas era perceptível naquele grupo um algo a mais, uma vontade de tentar acertar.

Em 2008, num ano em que foi montado um belo time, passamos alguns perrengues na campanha do acesso. Não foi fácil, não, se alguém esqueceu. Mas se jogava futebol, e dos bons. Mesmo que algumas partidas tenham sido decididas nos minutos finais, com o coração na boca, mesmo que houvesse a dureza característica da série B, a torcida ia até o final e apoiava incondicionalmente aquele time.

No suposto time que atualmente veste a camisa do Avaí, a vontade que se tem é mandar todos para os quintos. A falta de vergonha está estampada na cara de cada jogador, num técnico boca mole e numa comissão técnica que, visivelmente, não treina este time.

O Avaí tem vencido algumas partidas na bacia da almas, sim. No sufoco, na garra, com alguma insistência de poucos jogadores. Mas são vitórias sem brilho e cujo orgulho está longe de cativar. Vitórias que salvam técnicos da degola têm sabor amargo e a comemoração obviamente é tímida por parte da torcida, pois se percebe que vem bomba pela frente. É a típica vitória com sabor de derrota.

As atuações do Avaí tem sido pífias, horríveis, péssimas, com direito ao troféu dos medíocres. Esse quadro, portanto, precisa mudar. Não se pode viver a cada rodada com o gosto amargo de derrotados.

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