Mediocridade a conta-gotas

Não preciso comer cardosa com café e farinha e nem ter coluna em jornal famoso, muito menos sair bradando que sou mais avaiano que os outros ou fazer quadrinhas de verbos e predicados, pra saber que o técnico Pingo é este aí mesmo. Se alguns dizem que esperam o técnico-revelação vir do Brusque, eu afirmo que ele já veio e treina o Avaí. É este aí mesmo. Quem acompanha o meu blog sabe que não me empolguei com ele e digo que não deveria ter vindo. É? É!

Ele é medíocre, não tem coragem, e não falo assim como ofensa, mas constatando que ele pensa pequeno, como um pingo no oceano que realmente é.

Não, não sou analista de resultados, até porque não tivemos resultados ainda. Botei reticências na postagem sobre o jogo com o ASA, Com a cara do Leão, pois é isso que temos, um time reticente. E é nítido que o técnico do Avaí vai se mantendo no cargo por teimosia, copiando os mesmos erros de outros que já passaram por aqui. Falta ousadia. Falta postura de técnico que quer vencer. Falta comando. E cada vez mais, por incrível que pareça, a conformação, a “normalidade” evolui neste time. Ou neste suposto time.

Se tivemos um aceno de 5 minutos de bom futebol na terça-feira, pela Copa do Brasil, e disso resultou um avanço de fase, é bom saber que foi por circunstâncias de jogo. Um jogador do ASA, o bom jogador Jean saiu. E no Avaí, um bom jogador, Diego Jardel, daqueles que ainda querem jogar, entrou para o Avaí e o resultado foi um massacrante jogo com garra. Quem acompanhou o jogo ao vivo sabe qual foi este massacre a que me refiro.

O curioso disso tudo é que estamos observando que jogadores do suposto time do Avaí que não ganham um bom salário e não jogaram em time grande acabam por querer fazer alguma coisa, ainda que errem muito. Mesmo o alienado Eduardo Neto, jogado às feras por um técnico sem coração, faz o que pode, o que é possível dada a sua limitação absurda.

Enquanto isso, dois pamonhas que se diz por aí serem ídolos apenas caminham. Contentam-se com uma jogadinha de efeito aqui, outra ali, fazem uma graça como focas no circo, mas não produzem para todo o time poder compensar o esforço. Aquele lance contra o ASA, quando o tal craque fora dos gramados lá de Biguaçu correu do ataque até a defesa e tirou uma bola que seria gol certo, é um pouco do que queremos.

Não preciso de firulas e dribles sem objetividade, apenas mais dedicação e empenho com alguma qualidade. Já o vi fazendo isso no passado e por isso que eu cobro. Aquele Marquinhos que virou ídolo não existe mais, convençam-se disso. O passado, realmente, está pesando.

Tudo isso com a complacência de quem acha que por ter posto jogadores do Brusque pra correr no gramado já pode se meter no banco de reservas do Real Madrid.

Com este Pingo a conta-gotas, nosso oceano de lágrimas continuará a encher.

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