O pouco que quase satisfaz

Foi mais ou menos do jeito que a gente imaginava. Um jogo pra ganhar os três pontos e só. Não foi aquele gol aos 47 do segundo tempo, com a bola passando o suficiente para o juiz validar o gol, mas, pelo que se viu, foi com as calças na mão. Um jogo ruim, sofrível, com muita gente doida pra acabar logo e sair rapidinho de campo.  Houve força, claro, algum empenho, uma nesguinha de raça e um raro comprometimento. Mas é bom que se diga que isso é recurso para jogos encardidos e não para vencer campeonatos.

O que impressiona são os erros de passes. O rapaz que faz as estatísticas para a TV desistiu de marcar esse quesito e passou a jogar paciência no computador. Qualquer número acima de cinquenta estava bem descrito. E isso que o grupo ficou de folga uns bons dias. Ou seja, isso é treinamento, isso é dedicação nos fundamentos, são dois períodos debaixo da soleira fazendo dois toques. Com toda a certeza o time do Avaí não faz isso.

Nos dias de hoje, pelo que se vê, pela disposição tática, pelo ajuntamento que é o time do Avaí em campo, não vejo outra realidade a não ser termos que disputar um não-rebaixamento da série B. E na bacia das almas.

Embora tenha promovido mudanças tanto tática como tecnicamente no time, o técnico Pingo não conseguiu se fazer entender, pelo visto. O time do Avaí estava confuso, sem poder de definição, com doses maciças de boa sorte e alguma competência individual. Um meio de campo inoperante e completamente sem ritmo de jogo, com uma marcação poliana. Sim, sofremos do mal crônico de não haver embates do meio para trás. Os adversários, seja qual for o time, entram fácil na nossa defesa. Claro que sobra para os guris lá atrás, e é inegável que nossos zagueiros jogam sobre pressão, uma vez que recebem toda a carga para tentar resolver. Quando um deles sobressai, vira o nome do jogo.

Como foi o caso do Pablo, que além do belo gol, fez uma partida das melhores enquanto está no Avaí. Aliás, quando foi a última vez que vimos um gol de cabeça e por cobrança de escanteio? Bom, os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos… faz uns 1514 anos que o Brasil foi descoberto… deixa ver… a última passagem do cometa Halley foi há uns 30 anos…. é, tá longe, perdeu-se no tempo a última vez que Marquinhos cobrou bem um escanteio e disso resultou um gol.

A boa notícia foi a estréia do goleiro Vagner, um jogador seguro, tranqüilo, que deu confiança à defesa e que, talvez por isso, tenha feito os guris da cozinha jogarem bem.

Os três pontos nos dão direito à comemorar, quem sabe até com uma carreata pela cidade. Subimos na tabela e ficamos, por uma rodada, numa confortável posição.

Foi bom, mas é pouco. Muito pouco. Há se proporcionar mudanças urgentes neste time. A continuar assim seremos não mais que meros coadjuvantes. E daqueles bem sofredores. Um longo e tenebroso ano nos espera.

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