A oposição oposta

Há oposição no entorno da Ressacada?

Bom, segundo um famoso Centro de Pesquisa Espaciais situado em Baikonur, no Cazaquistão, suspeita-se que sim, uma vez que o bip do radar localizado num painel que monitora os movimentos de um satélite em órbita de Júpiter não para de piscar. Porém, ela é atuante para decidir preço de cerveja importada, queijo de búfala para pizza, faca amolada para tirar peles de tomates e qualidade do merengue que é servido na sobremesa. Quiçá se as cadeiras da mesinha estão devidamente equilibradas.

Não vejo outra forma de desdenhar daquilo que se diz oposição na Ressacada. Um grupo (tem outra palavra, mas prefiro me conter!), uma legião de pessoas que diz ter as regras, fórmulas e conceitos para se fazer futebol. E para botar o Avaí Futebol Clube decidindo a vaga da Champions League no lugar do Real Madrid.

Dia após dia apontam detalhes, fatos, informações, notícias e até fofocas do que ocorre no Sul da Ilha, usando as redes sociais e blog apaniguados, cujo intuito é dizer que sabem fazer. As suas melhores propostas são em relação à formatação do tal estatuto, que dizem ser, após ser aprovado o texto tirado de intelectos aquilatados, algo que colocaria a Magna Carta no chinelo e já haveria estagiários da ONU a copiar o texto e implantá-lo naquela assembléia mundial. E seria tão importante este texto, tão perfeito, que certa vez alguém perdeu um pendrive com os registros e não foi possível recuperá-lo, haja vista que de algo tão precioso não poderia haver cópias.

Em outra ocasião, houve uma eleição para se administrar a Ressacada, uma oportunidade ímpar, tanto que se vangloriaram de ter possibilitado tão rara oportunidade de se confrontar ideias naquela instituição. Seria o momento de glória para os abonados cérebros oposicionistas tomarem para si os mandos no clube que dizem amar, verbo conjugado em manuscritos referenciados até na Biblioteca de Washington.

Não compareceram em número assegurado e nem puderam compor o Conselho, pois, disseram, a situação lhes deu uma rasteira. Esperou-se até que pudesse haver uma liminar, uma preliminar, quem sabe até uma subliminar para derrubar o processo eleitoral, uma vez que tão concorrido pleito deveria ser feito nas altas horas da madrugada, momento no qual os velhos que votaram estariam em seus berços e a eleição dos adolescentes estaria garantida. Nada! Um esperneio aqui outro ali, e mais nada. Presume-se que não há tantos adolescentes assim na Ressacada.

Mas, ainda assim, mesmo em número apertadamente menor, o grupo dos papa-pizzas continua presente no conselho, presume-se. E, desta forma, a elaboração do tal estatuto das galáxias deverá sair logo mais, na próxima semana, …no mês que vem, vai! No entanto, até agora…

E então, uma oportunidade única surge: a aprovação das contas do período de 2013. O momento ideal para que O GRUPO (vou chamar assim!) pudesse contestar, apontar problemas, dizer que estamos na pindaíba e que seria preciso responsabilizar autores.

O quê? Nada? O horário não era o ideal para uma reunião? Faltou pedras no dominó? Ah, não serviram pizzas, poxa, que sacanagi, ô!

Peraí! Tá saindo mais um foguete lá do Cazaquistão.

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